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Segunda-feira, 18.09.17

CEGUEIRA

Enquanto continuarmos a ver os acontecimentos do nosso Concelho pela cegueira que nos é colocada por certas pessoas, acabamos, também nós, a assumir os fracassos, as desgraças e a sermos co-responsáveis por elas ao interiorizarmos a miopia que nos querem impor.

Todos temos que nos desmarcar das situações míopes de quem tem governado o nosso Concelho, assumindo com frontalidade a forma de reverter a situação e lutarmos de uma vez por todos para que o dinheiro dos nossos impostos seja gasto de forma útil a todos e não apenas sirva de préstimo para aqueles que querem fazer festas à custa do dinheiro alheio ou que fazem promessas que sabem não vir a cumprir ou, se algumas cumprem, será sempre á custa do erário publico e não graças a eles, embora a ideia que transmitam seja essa.

Os nossos governantes nada fazem a mais que aquilo que é a sua obrigação.

Enquanto no nosso Concelho reinar a inveja, a arrogância, a prepotência e todos nós não tivermos a coragem de nos desvincular dessas pessoas e desse sistema do “quero posso e mando”, continuaremos e ser o “lixo” de Portugal, olhando, com tristeza, outros Concelhos, limítrofes, e não só, a desenvolverem-se, continuando nós neste marasmo que só serve a quem tem poder e apenas dá umas migalhas aos outros, recebendo em troca o seu voto de maneira a proporcionar o bem-estar e as comodidades dos próprios.

Para desgraça de todos nós continuamos a assistir, e mais grave ainda, a votar, nos mesmos, assistindo ao descalabro e a sermos cada vez mais empurrados para o anarquismo, para a desordem, para a desorientação que a ninguém dá ouvidos, preocupando-se apenas com o bem-estar próprio e dos seus, nem que para que isso aconteça, tenha que se prometer dar o que não é pertença do dador, mas sim um direito de quem o recebe.

Recentemente alguns reformados viram a sua pensão de reforma aumentada nuns míseros euros. Claro que logo aí, qual raposa matreira, alguém veio dizer baixinho e ao ouvido o seguinte: está a ver eu aumentei-lhe a reforma, agora não se esqueça de votar em nós. Miséria, quando alguém se aproveita da ignorância de um povo para se gabar de ter dado o que não deu e mais grave, ainda dizer que se forem os outros a ganhar vai perder esse aumento. Tristeza de pessoas que se aproveitam da ingenuidade e da pobreza do ser humano para o enganar.

Como podemos nós, cidadão esclarecidos e sabedores das tramoias dos outros inverter a situação? Fácil! Temos todos obrigação de esclarecer que essa “gentinha” não dá nada a ninguém.

Se nos tratarem dos papéis para a reforma não estão a fazer mais que a obrigação, pois é para isso que se mantêm no emprego e é por isso que recebem o dinheiro, pago por nós, de forma a prestarem esse direito. Não é um favor que nos fazem como tentam fazer crer.

Se nos tratam dos papeis para o rendimento mínimo, ou outro qualquer subsidio, é um direito nosso e um dever deles, pois são pagos para isso ao receberem o ordenado, no final do mês, para tal. Não é um favor, é uma obrigação!

Se conseguirmos emprego em determinada instituição, não podemos acreditar que é um favor que nos estão a fazer, pois além dos empregos serem precários a única intensão é “comprar” o nosso voto, servindo-se de nós e descartando-nos quando já não servirmos ou votarmos noutro qualquer candidato.

Se constroem uma calçada na nossa rua, não é um favor. É uma obrigação enquanto governantes e um direito que temos enquanto munícipes. Grave é quando o fazem apenas para o vizinho. E isso acontece tantas e tantas vezes.

Ao fazerem pequenas coisas e tentando fazer-nos crer que é um favor que nos fazem, estão apenas a tentar esconder e a privar-nos daquilo que prometeram e que tanta falta nos faz ao não cumprirem. Referi-mo concretamente à requalificação do jardim municipal, ao alcatroamento das avenidas 25 de abril e Francisco Sá Carneiro, ao problema da ETAR da Ponte Pedrinha, ao arrelvamento do campo em Lamelas, ao abastecimento de água de forma eficaz e ininterrupta, ao saneamento básico, et,etc,etc.

Não queremos alguém a governarmo-nos que apenas nos entretenha com festas e festinhas. Nunca direi que as mesmas não sejam necessárias, pois sê-lo-ão com toda a certeza se trouxerem mais valias para os Castrenses e para o Concelho de Castro Daire, o que, convenhamos, não tem sido o caso.

Não queremos, como governantes, alguém que nada fez de útil para o Concelho, apesar de ter um orçamento, para 2017 de, pasme-se, 27 milhões de euros. É caso para perguntar: onde foram gastos? Nada se vê, a não ser promessas e mais promessas!

Aliás, só por curiosidade, se visitarem a página eletrónica do Município, poderão comprovar que no plano de atividades para 2017 consta na rubrica “Abastecimento de água” a módica quantia de 4.735.000 €. Aonde e em quê terão sido aplicados?

Algumas promessas eleitorais, dos candidatos da oposição, poderão ser consideradas megalómanas. Admito que sim. Mas serão irrealizáveis? Claro que não! As grandes obras nasceram, todas, de projetos arrojados e por consequência de cabeças que pensam muito além do voto imediato. Não podemos criticar só porque se tem ideias contrárias às nossas.

Será logico criticar alguém só porque faz parte de listas contrárias quando há 8 anos era a melhor coisa do mundo só porque fazia parte da nossa lista? Claro que não!

Será lógico criticar quem esteve 4 anos no executivo e mesmo pouco, ainda fez alguma coisa? Claro que não! Criticar por criticar é um ato vil e cobarde.

Será correto criticar quem mandou construir os polidesportivos e não elogiar quem teve o mérito de arrelvar o recinto desportivo do complexo de Castro Daire?

Será correto criticar o atual executivo? Resposta obvia: claro que sim, pois criticar quem nada fez, tendo milhões de euros para gastar, é legitimamente correto.

Será correto ameaçar as pessoas que não fazem parte da lista que apoiamos? Claro que não, tal atitude demonstra nervosismo, mas acima de tudo falta de escrúpulos e desrespeito por opiniões contrárias.

Será correto mentir de forma a obter proveitos próprios aproveitando-se da ignorância e ingenuidade das pessoas? Claro que não! Isso são atitudes próprias de gente mesquinha, mentirosa, capaz de qualquer coisa para atingir os objetivos a que se propõe e com os mesmos obter um estatuto que não merece.

Eu por cá continuarei na minha, predileta, esquina, meditando mas sabendo que existem três candidaturas. Em duas delas confio. Na outra desconfio. Desconfio, porque, e apenas para dar um único exemplo, O Rigor, Seriedade e Trabalho não se publicitam. Aplicam-se.

Temos pena!

 

Zé da Esquina

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por Zé da Esquina às 21:12


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