Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

4 ESQUINAS

BLOG ONDE SE PODE E DEVE FALAR DE TUDO (SOBRETUDO O INTERESSANTE)



Quarta-feira, 28.08.13

COMBATE - 1º ROUND

 

Decorreu na noite de ontem, na Radio L, o primeiro debate sobre as autárquicas 2013.

A esgrimir ideias os candidatos do CDS e PSD.

Começo por dizer que o horário escolhido para a transmissão do debate não foi o melhor. É apenas uma opinião, mas creio que o horário com início às 20,30/21 horas seria o mais indicado.

Horários á parte, vamos ao debate, aos concorrentes, aos temas debatidos e á minha análise aos mesmos.

Turismo: Ambos os candidatos indicaram o rio, a serra e os balneários termais como pontos fulcrais para o desenvolvimento turístico do Concelho. Sem dúvidas serão os três grandes factores a aproveitar para relançar e dinamizar o turismo castrense.

A grande divergência, entre os candidatos, e referente a este tema, prendeu-se com o facto do candidato do PSD defender a construção de uns balneários novos e de excelência, e o candidato do CDS defender a requalificação do actual.

Entretanto, e após o intervalo, quiçá iluminado por algum ser do além, o candidato laranja acabou por defender a requalificação parcial do actual, acabando por entre trocas e baldrocas não esclarecer a proveniência do dinheiro para tal megalómana construção.

Na minha opinião, construções megalómanas e projectos utópicos já nós, Castrenses, temos em demasia, sendo o exemplo mais gritante as actuais obras da avenida Maria Alcina.

Cultura: Neste tema, o candidato laranja tentou sobrepor-se ao moderador e incluir no tema a acção social, por considerar o tema como perfeitamente por ele dominado, chegando a dizer que não conhecia ninguém com capacidades para o fazer como ele próprio. “Presunção e água benta cada um toma a que quer”. Eu, apesar de saber nadar com uma mestria admirável não tenho o direito de me comparar a nenhum peixe.

Ironia á parte, de palpável apenas a criação de uma orquestra municipal proposta pelo candidato centrista. Tudo o resto, ranchos, ranchinhos e afins só servem para alimentar o ego de algumas colectividades e o de quem as gere.

Concordo com o candidato do PSD, quando fala na criação de um arquivo Municipal, englobando e compilando as tradições e saberes do nosso povo. Aliás, uma das grandes lacunas de executivos anteriores e do actual, foi viver, apenas, o presente, nunca se preocupando em preservar o passado nem acautelar o futuro.

Talvez, pelo tempo de antena ser curto, não foram, e eu gostaria que tivessem sido, abordados temas relacionados com conservação de monumentos históricos, tradições e usos e costumes do nosso povo.

Desporto: Mais uma vez algumas divergências entre os candidatos. Confesso que não entendi rigorosamente nada da definição dada á palavra desporto pelo candidato do PSD.

Na minha opinião desporto é tudo aquilo que nos proporciona prazer em o praticar e nos dá bem-estar ao corpo. Seja ele feito por competição ou por lazer.

Acho que o futuro presidente da câmara deve apoiar mais as colectividades que patrocinam e fomentam o desporto jovem e aquelas que projectam o Concelho e o nome de Castro Daire aquém e além fronteiras e não tanto aquelas que apenas existem porque lhes foram dada uma sede ou que pagam avultadas quantias aos seus atletas.

Terminada a primeira parte do debate, e após um longo e desnecessário intervalo, entraram novamente os candidatos em acção, desta vez para responderem a perguntas, previamente gravadas e colocadas pelos ouvintes, que tiveram a sorte de aceder aos telefones de serviço.

A primeira pergunta foi referente às pessoas portadoras de deficiência e idosos e quais as ideias que os candidatos tinham para com eles.

Por parte do candidato do CDS foi reafirmado aquilo que já consta do seu manifesto eleitoral. Quanto ao seu opositor manifestou-se “orgulhosamente” por possuir nas suas lista uma jovem deficiente. Puro aproveitamento político, pois ao puxar para o debate tal afirmação está, na minha opinião, a discriminar as pessoas portadoras de deficiência e ao mesmo tempo a fazer das mesmas uma bandeira politica com fins apenas eleitoralistas.

Ao público votante não interessa saber isso. Interessa sim saber se os nossos euros vão ou não continuar a ser esbanjados com excursões para idosos, alguns a receber chorudas reformas, se vamos continuar a ter o Município a comparticipar de igual modo quem ganha “cinco ou a quem ganha cinquenta”, porque até à data o Gabinete de Acção Social da Câmara, simplesmente não funciona.

O candidato do CDS não foi muito esclarecedor nesse sentido, tendo o candidato do PSD afirmando que tais situações, com ele a gerir os destinos da autarquia, não irão acontecer, pois só os necessitados serão ajudados. A ver vamos, se, e no caso de vir a ser eleito, não muda o seu conceito sobre a palavra necessitado.

A segunda pergunta, relacionada com os balneários termais e seu funcionamento, foi, pareceu-me, nitidamente encomendada.

A Senhora que a fez, ou que a leu, questionou o candidato do CDS sobre uma eventual frase por ele proferida e referente às fracas qualificações profissionais das funcionárias.

A ouvinte, considerou essa afirmação de extrema gravidade, pois punha em causa a credibilidade, dignidade e profissionalismo das funcionárias de tal instituição.

Na minha opinião, o candidato do CDS, que se ficou a saber não tem por hábito o uso de tratamentos termais, ao contrário do seu opositor, deveria, ainda, ter sido mais incisivo e até corrosivo ao falar do tema, pois toda a gente sabe como a grande maioria das pessoas entraram e entram para as Termas, não por competência profissional, mas sim pela pratica constante de militância partidária, toda a gente sabe como a encarregada das termas foi substituída quando a câmara PSD mudou de Presidente, toda a gente sabe como com a entrada do PS na autarquia mudou o director das Termas, toda a gente sabe como têm corrido os últimos concursos para admissão de pessoal nas Termas, etc, etc.

Quer-me parecer que a Senhora ao tentar enviar uma encomenda armadilhada ao candidato do CDS, a única coisa que conseguiu foi que este, com mestria, a devolvesse á procedência e a mesma rebentasse nas mãos do remetente.

Aliás, ainda sobre este tema, convém salientar que foram os elementos do PS que andaram durante a campanha de 2009 nas Termas do Carvalhal a oferecer empregos nos balneários para os residentes daquela localidade.

O terceiro participante, nas perguntas, nada de novo acrescentou pois o conteúdo da pergunta não tinha qualquer substrato, antes parecendo vir de alguém “ressabiado” e com vontade de atingir algum protagonismo político o qual perdeu ao sair copiosamente derrotado nas eleições últimas.

Para terminar gostaria de deixar os leitores com aquilo que eu considerei o mais e menos do debate.

Mais, a postura “terra á terra” do candidato do CDS, apresentando-se ao eleitorado e perante os ouvintes como se de uma conversa normal se tratasse, sem necessidade de utilizar linguagem fútil ou elaborada após leitura de um qualquer dicionário.

Mais, também a capacidade de, no espaço de quinze minutos, o candidato do PSD, ter “descido á terra” e concluir ser mais vantajoso a requalificação, ainda que parcial, do balneário termal, e não a construção de um equipamento novo, como defendeu no inicio do debate.

Mais, ainda, a postura do moderador, sabendo ouvir, mas intervindo sempre que necessário e de forma assertiva.

Menos a forma pouco incisiva, branda em demasia, até, ou se quiserem a forma politicamente correcta, como o candidato do CDS tratou o assunto das funcionárias do balneário termal.

Menos, a falta de programa eleitoral por parte do PSD. É caso para perguntar o que andaram a fazer durante os quase seis meses que levam de campanha eleitoral. Sem programa eleitoral como esperam elucidar os cidadãos e dar a conhecer as suas ideias? Será que estão a pensar fazer "copy paste" de algum programa partidário já devidamente divulgado? Convenhamos que ao anunciarem a sua apresentação para o próximo dia 15 e isto a acontecer depois de mais uma informação "divina", não confere ao mesmo grande credibilidade.

Menos, também, a gafe do candidato do PSD ao falar no uso da máquina de escrever por parte do funcionário que futuramente irá ocupar o lugar no GAP. Eu sei, e louvo-lhe a acção, que o candidato laranja é fã incondicional de máquinas antigas e raridades. Não acho é grande piada que o mesmo em pleno século XXI ainda não tenha conhecimento de uma máquina chamada computador e a qual já existe desde o século passado.

Eu, por aqui me fico e por cá continuarei com a rádio sintonizada em 89.0, esperando ansiosamente pelo próximo dia 9, onde os candidatos do CDS e PS irão esgrimir forças, esperando que o “combate” não termine como o de ontem, ou seja por “knock-out técnico”, que significa, em linguagem de luta, um candidato abandonar o combate por falta de condições para continuar. Refiro-me concretamente á questão de quem deixou de falar a quem, em que mais uma vez a armadilha estourou nas mãos de quem a armadilhou, e que o mesmo seja jogado de forma civilizada, com seriedade e que, acima de tudo, seja elucidativo para quem escuta.


Zé da Esquina

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Zé da Esquina às 00:29

Quarta-feira, 21.08.13

CANDIDATOS (2ª PARTE)

Assembleia Municipal.

Talvez não merecesse, da minha parte, qualquer referência às listas para o referido órgão autárquico. Faço-o por respeito aos leitores do blogue 4 esquinas e também porque na postagem anterior o prometi fazer.

Não merecia que eu o fizesse, porque este órgão, na minha opinião, nunca funcionou com o sentido democrático para o qual foi criado, pois não passa de um local, onde a grande maioria, felizmente existem excepções, dos representantes se limita a levantar o braço, consoante o vizinho do lado lhe ordena.

Todos nós sabemos que a Assembleia Municipal funciona com os eleitos no sufrágio para este órgão aos quais se juntam, por inerência, os presidentes de junta.

Nas últimas eleições, os socialistas ganharam, democraticamente, e com maioria relativa, este órgão, no entanto, depois de acrescentados os eleitos do PSD, CDS,MIC e presidentes de juntas, ficou a referida força política em minoria.

Logo no dia seguinte contactaram e passaram para as suas hostes dois ou três presidentes de juntas e ainda os eleitos do MIC e CDS. Por isso pergunto se será democraticamente legítimo este tipo de situação.

Quando um ser humano é eleito, deve desempenhar o seu lugar de acordo com as suas ideologias e não alinhando ao lado daqueles que lhe prometem emprego ou outro tipo de benesses. Dessa forma acabam por defraudar quem neles confiou na hora de votar e passam a ser marionetes sem vontade própria e apenas obedecendo á voz de quem as manipula.

Falando das listas concorrentes, mencionando apenas os cinco primeiros elementos que as compõem, e utilizando linguagem futebolística, pois estou inspirado pela folgada vitória do meu clube, tenho a comentar o seguinte:

PS:

  1. Albino Ramos
  2. Rui Marques
  3. Joana Sevivas
  4. Agostinho Matias
  5. João Cândido Henrique

A lista deste partido apresenta como nº 1 o candidato vencedor de 2009. É verdade que em equipa que ganha não se mexe, mas também é uma verdade indesmentível que, se não antes, pelo menos no intervalo se devem trocar os jogadores mais cansados ou aqueles que não estão a dar o rendimento necessário.

Mas não, ao invés, o timoneiro, não mudou. Antes pelo contrário. Manteve um jogador cansado em campo e ainda lhe juntou um nº 2, desmotivado, vergado ao peso das derrotas anteriores e de quem a maioria dos adeptos já se esqueceu há muito anos.

A nº 3 incluiu uma jovem cheia de vitalidade, e portanto capaz de dar um abanão á sua equipa. Falta saber se sozinha conseguirá chegar com a bola á baliza ou tropeçará num dos veteranos já caído no solo vergado ao cansaço.

O nº 4, sempre teve jeito para jogador, independente da superfície do campo ou até das suas dimensões, no entanto será legítimo perguntar se o mesmo jogará para a equipa ou apenas quererá a bola para ele sem a passar a ninguém. Parece-me mais a segunda hipótese. É daqueles jogadores que jogando com ambos os pés procura marcar golos numa das balizas, sem se preocupar qual a sua ou a do adversário. Interessa é marcar.

Quanto ao nº 5, o desporto dele não será propriamente o futebol, preferindo mais os jogos de mesa e tendo como companheiro o nº 2 das listas deste partido para a Câmara Municipal. È caso para perguntar se o mesmo aguentará até final da competição ou será desclassificado por análise positiva de doping.

Parece-me uma lista cansada, que não fará a diferença e facilmente sairá derrotada por equipas mais jovens e ambiciosas.

CDS:

  1. Adérito Pereira
  2. Amândio Cunha
  3. Susana Pires
  4. António Cardoso
  5. Paulo Martins

A cabeça de lista um natural de Cujó, parece sina deste partido, e que no xadrez da equipa tanto ataca como defende, utilizando ambos os pés com a mesma agilidade, mas preferindo, na maioria das vezes, utilizar a técnica da contenção, passando depois a bola, sempre em passe curto e direccionado para aquele que mais se evidenciar no seio da equipa. É o chamado jogador “matreiro”, “calculista” e que só ataca pela certa, embora a maioria dos remates saiam transviados. Jogadores destes, por norma, costumam dar chutos no próprio pé.

Nº 2, um empresário do Concelho, com provas dadas em qualquer dos flancos por onde ataca, sendo, o chamado jogador “playmaker” sempre apto a jogar onde o treinador mais necessitar. Foi uma das contratações mais sonantes da pré época e como os jornalistas costumam dizer “é como o algodão”, ou seja, não engana, seja com a bola nos pés ou em desmarcações constantes.

Para nº 3 foi indicada uma cara feminina, a qual mudou de “time”, saindo da Junta de Freguesia e entrando directamente na equipa titular para a Assembleia. Não conhecendo os seus dotes futebolísticos, pois não costuma ser titular indiscutível, e por via disso pouco observada, é daquelas que necessita de algumas partidas para se poder aferir da sua capacidade. Aguardaremos para ver até que ponto a sua contratação se justifica ou não.

Para nº 4 o CDS recrutou um jogador habituado a actuar mais á esquerda. Com esta contratação, e sabendo-se que o mesmo irá alinhar sobre o flanco direito, perguntar-se-á se o mesmo se irá adaptar ao lugar ou preferirá, no final da “batalha” regressar para o seu flanco de origem. Seja como for, e mesmo considerando-o um pouco pesado, estou em crer que ainda conseguirá aguentar-se em campo os noventa minutos e durante esse tempo motivar os mais novos companheiros e ao mesmo tempo dar ânimo e alento aos companheiros de equipa que com ele jogam há muitos anos e que apesar de o terem perdido como capitão ainda o continuam a respeitar como um dos melhores quando usou a braçadeira.

O 5º indicado, para este jogo, não o conheço como jogador, pelo que nunca o vi actuar, mas segundo informações prestadas, nas redes sociais do seu partido, é uma contratação da zona de Mões e um jogador a ter em conta e sobre constante observação quando o jogo se iniciar.

PSD:

  1. António Luís Ferreira
  2. Paulo Almeida
  3. Margarida Guimarães
  4. José Carneiro Pereira
  5. Maria La Salette Almeida

Uma equipa, e por a mesma ser formada por jogadores de outras divisões, a ter em conta para poder vencer este campeonato.

Com nº 1, aquele que durante algum tempo foi falado para alinhar a titularíssimo na equipa da Câmara. Talvez por não o deixarem jogar na equipa principal agarrou-se á equipa “B” e tudo fará para sair vencedor e alcançar a tão almejada equipa “A”.

Nº 2, mais um jogador que foi regalado de uma possível titularidade na equipa “A”, para um lugar menor na equipa “B”. À semelhança do nº 1, quer mostrar aos adeptos que tem condições para alcançar outros patamares e quem sabe capitanear a equipa principal num próximo jogo.

Tanto o nº 1 como o nº 2, poderão no entanto vir a sofrer do síndrome do esquecimento, ou seja, conseguem actuações menos positivas na equipa secundária, onde menos adeptos assistem aos jogos e depois por muito que treinem ou joguem nunca mais merecem a confiança do treinador e muito menos dos sócios. Tudo vai depender como correrem os jogos daqui até finais de Setembro mas essencialmente se os mesmos são efectuados em conjunto com a equipa principal ou se, pelo contrário, cada um treinará mediante o seu método, passando a bola suavemente aos colegas ou utilizando-a apenas para dar uns toque e atirar remates fortes contra os outros.

Como nº 3 uma médica habituada a jogar noutros “times”, mas sempre substituída antes do tempo regulamentar por não se esforçar em prol da equipa nem contribuir decisivamente para o desfecho do resultado final. Será que desta vez irá fazer a diferença ou entrará meio tempo e de seguida regressa ao banco de reserva? A ver vamos! Depende dos treinos.

Para a 4ª posição entra diretamente um peso pesado vindo da extinta equipa da Junta de Freguesia. Nos últimos 4 anos, foi sempre titular, mas por zangas com o capitão de uma equipa adversária, e também por falta de comparência aos treinos, sempre desempenhou, durante os referidos anos, a sua função com relativa mediania e sem o fulgor de outras épocas. No entanto, dada a sua “ratice”, pode sempre ter alguma utilidade como arma secreta ou quem sabe conseguir “cavar” um penalti ou um livre perigoso próximo do risco fatal. Nunca se sabe. Mas que ainda é capaz de fabricar algumas jogadas lá isso é, assim lhe passem a bola.

Mais uma cara feminina como nº 5. Já veterana, tem jogado, nas últimas épocas, sempre pela mesma equipa e não tem obtido muitos golos. No entanto existem treinadores que apostam sempre no mesmo jogador, independentemente do seu rendimento, e com persistência, por vezes, nem que seja passados muitos anos, lá conseguem introduzir a bola na baliza contrária e atingir o apogeu. Mais um elemento a ficar em observação, embora me pareça já não possuir força suficiente, nos pés, para conseguir forte remate.

CDU:

  1. Baltazar Almeida
  2. António Carvalho Rodrigues
  3. Isabel Souto
  4. José Carlos Pinto
  5. António Souto

Esta coligação partidária, é daquelas formações que raramente faz pré época. Umas vezes por falta de jogadores, outras por falta de treinadores.

No entanto, quando começa o campeonato apresentam-se sempre em campo, nem que para isso, os mesmos jogadores, sejam obrigados a esforço suplementar e alinhem em diversas equipas em simultâneo.

Nº 1, não conheço, por isso não vou opinar, nem armar-me em treinador de bancada. Uma autentica, para mim, incógnita, mais parecendo um daqueles jogadores de uma antiga república da extinta União Soviética que são contratados por vídeo e que às vezes resultam outras não.

Nº 2 Um Castrense, ex. empresário e antigo emigrante. Mais um que há algum tempo não vejo jogar. Se a sua qualidade futebolística ainda é a mesma de quando actuava no campeonato português, tenho a dizer que nunca se evidenciava em relação aos outros. Se esteve no estrangeiro em estágio e treinou de modo a melhorar a sua performance poderá fazer alguma diferença, numa equipa pouco conhecida mas reconhecida pela sua entrega e dedicação.

Nº 3, a capitã da equipa principal e que neste caso jogará na equipa secundária, creio que devido a uma forte onda de lesões que afectou esta equipa ou por falta de jogadores para contratar.

Nº 4 Um farmacêutico da nossa praça, também ele um habitué neste campeonatos. Já jogou em diversas equipas, mas sempre no mesmo clube.

Será ele capaz de ainda conseguir empurrar a bola para a frente ou apenas de a jogar para trás e para os lados, não conseguindo iniciar nenhuma jogada de contra ataque. Inclino-me mais para a segunda hipótese, pois os anos já pesam nas pernas e os adeptos não gostam de ver em acção sempre os mesmos jogadores.

Como nº 5 aparece o marido da capitã da equipa principal e nº 3 da equipa secundária. Será mais um para completar a equipa e provavelmente poderá vir a ser o substituto da capitã da equipa primodivisionária, caso esta necessite, impreterivelmente, de actuar em exclusividade na equipa de elite.

E por aqui me fico, aguardando o desenrolar do jogo e esperando pelo seu final, mas sempre com a certeza inolvidável que mesmo que o campo esteja inclinado, o árbitro não seja imparcial ou que jogadas se façam fora das quatro linhas, o remate final para o golo, leia-se voto, será sempre efectuado por cada um de nós e em direcção á baliza que escolhermos.


Zé da Esquina

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Zé da Esquina às 09:56

Sábado, 10.08.13

CANDIDATOS ...

Os Socialistas apresentam uma lista com mais do mesmo, ou seja nada de novo. O que já não é de estranhar.

O líder constituiu a lista à base de imposição, tendo recorrido à grande maioria dos candidatos de 2009, perdendo no entanto o seu número dois, ou seja, perdendo o grande vencedor das eleições de 2009. O actual vice-presidente valeu, no mínimo 1/3 dos votos conquistados pelos Socialistas.

Vamos esperar para ver como será a 29 de Setembro, sabendo-se que a lista foi formada sem cumprir a lei da paridade, um factor que muito poderá contar no tocante aos votos da comunidade feminina, assim como não tem a melhor distribuição geográfica em termos de candidatos, pois nos sete elementos efectivos possui cinco da Freguesia de Castro Daire. Aguardaremos para ver para que lado vai pesar os 47% dos reformados do Concelho, assim como os 13% que vivem do RSI, sabendo nós que o candidato número um desta lista faz desse tema alarde e ainda, por incrível que pareça, consegue convencer os menos esclarecidos que foi ele e/ ou a sua cara-metade que arranjaram essas benesses.

É o lado tenebroso da politica chegando ao ponto de lançarem um comunicado, para a opinião publica, a apelidar o candidato do PSD de travestido, pois apresenta-se com o nome “artístico” de Luís Alberto Aveleira quando foi baptizado com o nome de Luís Alberto Costa Pinto, mas fazendo-se o mesmo ao apresentar “artisticamente” o candidato como Fernando da casa do povo em vez de o fazer com o nome verdadeiro de José Fernando Carneiro Pereira.

Será que a opressão, dizendo aos Presidentes das colectividades do Concelho para estarem obrigatoriamente presentes no encerramento dos jogos desportivos com a ameaça de não receberem o subsídio de participação vai resultar?

Ou resultará a mentira contada em Vila Franca de que o actual vice presidente da Câmara não fazia parte das listas por vontade própria?

Estou em pensar que não. Pois embora só existindo cerca de 6% de licenciados no Concelho, temos uma comunidade que dificilmente se deixa enganar duas vezes pelos mesmos.

Os outros elementos, são a voz do chefe, conseguindo o candidato em segundo lugar o almejado troféu pelo qual tanto lutou, mesmo que por várias vezes tenha pisado tudo e todos, governando a seu belo prazer durante quatro anos sem que para tal tenha sido legitimamente leito.

O terceiro elemento lá se manteve, mesmo no fio da navalha e depois de algumas outras mais-valias não terem aceitado o convite. Durante quatro anos nada de novo acrescentou para o desenvolvimento do Concelho, continuando, para a grande maioria, um desconhecido.

O quarto, entra de novo para as lides da política, não acrescentando, na minha opinião, nada de novo, pois embora nunca tenha pertencido a qualquer lista política, sempre viveu à sombra da mesma, conseguindo sempre passar entre os pingos da chuva sem se molhar e jogando sempre no “time” mais conveniente. Apesar da primeira-dama se vangloriar dizendo que foi uma jogada de mestre feita pelo marido, a mim parece-me mais uma jogada de desespero de alguém que farto de levar nãos se agarrou a tem tinha mais à mão.

O quinto elemento, neste caso uma figura feminina, muito sinceramente e sem qualquer menosprezo pela candidata é caso para perguntar: O que vem acrescentar de novo? Espero para ver, pois não a conheço nem dela tenho qualquer informação fornecida pelo partido nas redes sociais.

O CDS apresenta como cabeça de lista o actual presidente da Concelhia Castrense o qual, nesse cargo, teve trabalho árduo, mas meritório, para revitalizar o partido, que herdou esfrangalhado e a valer pouco mais de seiscentos votos, tendo conseguido agregar a família do CDS e ainda captado alguns descontentes de outros partidos e independentes.

Como segundo, apresenta um dissidente do PS, obrigado a sair devido à “ditadura” partidária e que poderá ser uma mais-valia para o partido, pois além de captar alguns amigos também poderá representar todos aqueles que de uma forma ou outra estão descontente com os socialistas. Quer-me parecer que poderá funcionar um pouco, embora em menor escala, como a situação ocorrida há 4 anos com o actual vice-presidente da Câmara, quando tocou os “laranjas” pelos “rosa”.

Em terceiro lugar uma jovem de Mouramorta, que poderá contabilizar os votos da zona serrana e ao mesmo tempo demonstrar que os Centristas estão a reformular o partido e a querer injectar no mesmo, sangue novo.

Em quarto lugar um advogado da nossa praça, que, não sendo natural do Concelho aqui montou arraial e cá exerce a sua profissão. Conhecido por dizer com frontalidade aquilo que pensa, mas sempre com a ponderação própria de quem exerce a referida profissão, poderá ser uma figura importante no seio do CDS, captando votos de todos aqueles que fartos dos políticos “profissionais”,vêem nele uma figura respeitada e talvez no futuro o possamos ver a desempenhar funções mais relevantes no que a autárquicas diga respeito.

Em quinto lugar mais um Castrense com provas dadas no associativismo, concretamente ao liderar durante alguns anos de forma dinâmica e empenhada a Associação do Bairro do Castelo.

Contrariamente ao que tem acontecido em eleições passadas, creio ser uma lista que poderá ter uma palavra a dizer no futuro executivo, com a vantagem de não ser constituída por políticos ávidos de poder nem a necessitarem da política para se autopromover ou até, como alguns outros, para sobreviver.

A lista do CDS é, na minha opinião, uma lista a merecer credibilidade e uma oportunidade dos Castrenses

Os Sociais-democratas, com uma lista que não me parece ser de primeira escolha, irão fazer pela vida, mesmo sabendo-se que o líder não tem consistência dentro do partido nem conseguirá agregar toda a família PSD, podendo mesmo gerar-se um conflito de interesses partidários entre os candidatos à Camara e os “barões” que fazem parte da lista à Assembleia Municipal.

A favor o facto de os candidatos estarem razoavelmente bem distribuídos geograficamente e de nunca terem estado no executivo camarário não se podendo por isso, e neste aspecto, fazer um juízo politico.

Contra o facto de alguns deles desempenharem ou terem desempenhado funções políticas, concretamente em Juntas de Freguesia e pelos erros cometidos estarem um pouco desgastados perante a opinião pública. Também não joga a favor o facto do candidato a Presidente ter sido nos últimos anos o principal empreiteiro das obras camarárias, algumas de má memória, como o Parque Urbano entre outras.

Também não me parece de bom-tom andarem em campanha falando mal de tudo e todos, mais parecendo concorrerem como vingança pessoal a alguém e não com o sentido de cidadania que a ocasião impõe e merece. Aliás esta situação parece-me comum entre os candidatos do PSD e do PS.

Falando mais detalhadamente sobre os elementos desta lista direi que o candidato a presidente criou alguns anti-corpos nos anos que passou como presidente da Junta de Freguesia de Pinheiro, o segundo, e por aquilo que tenho escutado junto das minhas esquinas, é uma imposição do primeiro, a terceira foi recrutada na vila de Mões para tentar dividir os eleitores daquela localidade e desse modo fragilizar o candidato socialista daquelas bandas, o quarto salta de contente por ter conseguido atingir os objectivos com que sonha desde pequenino e o quinto aceitou ser candidato porque, segundo o próprio afirma, o actual executivo da Câmara não lhe encomenda nenhum serviço vai para quatro anos.

Por último a lista da CDU, que apresenta a mesma candidata de 2009, que valeu ao partido cento e poucos votos, sendo que este ano poderá esse número vir a ser aumentado com os votos dos descontentes do PS e que, eventualmente, poderão querer votar mais à esquerda.

Uma candidata mais conhecida do público que nas últimas eleições, pois nos últimos anos além de ter pertencido à Associação de Pais também colaborou de forma eficaz e desinteressada com a loja de beneficência.

Louvável a sua atitude e daqueles que compõem a sua lista, mas acima de tudo pela persistência dando desse modo mais uma alternativa a todos aqueles que se preocupam em cumprir o seu dever cívico de votar.

Dos restantes elementos, e porque não os conheço, terei que escrever o mesmo que escrevi ao referir-me ao quinto elemento da lista do Partido Socialista.

Em cá continuarei, nas minhas esquinas, escrevendo, enquanto entender que por terras de Castro Daire a democracia há muitos anos que hibernou e esperando que a mesma saia da letargia em que mergulhou, para que eu possa festejar uma segunda edição do 25 de Abril, já que não tive a oportunidade de festejar a primeira.

 

Zé da Esquina

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Zé da Esquina às 14:48

Terça-feira, 06.08.13

LISTAS

Candidatos á Câmara Municipal de Castro Daire.

 

CDS:

  1. Carlos Rodrigues
  2. Jorge Soares
  3. Sandra Cardoso
  4. Carlos Bianchi
  5. Alberto Pinto
  6. Sandra Medeiros
  7. Firmino Costa

CDU:

  1. Isabel Souto
  2. Baltazar Almeida
  3. José Carlos Pinto
  4. Teresa Rodrigues
  5. Antero Ferro
  6. Mariana Val
  7. Rui Nobre

PS:

  1. Fernando Carneiro
  2. Eurico Moita
  3. Rui Braguês
  4. Leonel Ferreira
  5. Marta Marques
  6. Elisabete Almeida
  7. João Marcelino Almeida

PSD:

  1. Luis Alberto Pinto
  2. Marcio Santos
  3. Catarina Pereira
  4. Vitor Figueiredo
  5. Manuel Oliveira
  6. Joaquina Pereira
  7. Rui Santos

Brevemente farei uma análise detalhada referente a cada lista e aos candidatos que integram as mesmas, assim como aos candidatos para a Assembleia Municipal e Assembleias de Freguesia.


Zé da Esquina

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Zé da Esquina às 19:30


Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Pesquisar no Blog  

calendário

Agosto 2013

D S T Q Q S S
123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031


Calendário


Posts mais comentados


Farmácias de Serviço