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Quarta-feira, 05.08.09

SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE CASTRO DAIRE SEM COMPAIXÃO PELOS IRMÃOS

Quando em meados de Agosto do ano passado, resolvi, porque acho que todos nós temos o dever de ajudar e apoiar as instituições de solidariedade social, inscrever-me como irmão da Santa Casa da Misericórdia de Castro Daire, estava longe de imaginar o calvário que eu e outros candidatos a irmão, teríamos de passar para podermos ser aceites como tal e usufruir dos nossos direitos consagrados estatutariamente.

Com o objectivo, como digo em cima, de ajudar e poder participar activamente numa instituição de cariz social da minha terra, preenchi a proposta de adesão para irmão, a qual entreguei, depois de assinada por um irmão proponente, na secretaria da referida instituição acompanhada de 5€, para pagamento da primeira anuidade como irmão.

Ninguém me deu notícias nos tempos que se seguiram, estando eu convicto que poderia escolher a nova mesa administrativa nas eleições que se iriam realizar em Dezembro. Puro engano!

Antes das eleições, recebi da instituição Santa Casa da Misericórdia de Castro Daire, uma carta a informar-me que não seria, durante o ano de 2008, aceite como irmão da instituição, com a desculpa que “devido ao grande afluxo de propostas entradas para novos irmãos e por falta de tempo dos serviços administrativos, só seria aceite a minha proposta para o inicio do ano de 2009”. Portanto ficaria, sem poder votar nas próximas eleições. Nada convencido da desculpa”esfarrapada” que me foi dada, até porque tenho a sensação que a falta de tempo para a admissão de irmãos era apenas para aqueles que a Senhora provedora julgava serem da lista contrária á sua, o que até nem seria o meu caso, mas ela assim pensaria, mas com a noção de que mesmo não aceitando de animo leve tal decisão deveria manter-me em silêncio para não perturbar as futuras eleições, acabei por aceitar a tal desculpa e esperei que toda aquela agitação passasse e me fossem dadas noticias sobre a minha situação. Embora sempre convencido que já era irmão da Santa Casa da Misericórdia, até porque no acto da inscrição me foi exigido 5€, quantia mínima para poder efectuar a inscrição como irmão.

Entretanto, e mesmo não podendo participar activamente no acto eleitoral, não deixei de seguir de perto as eleições, ficando, na altura, com a ideia que os 2 candidatos a provedor pareciam dois “bebés” a quererem disputar o mesmo brinquedo, tendo 1 deles ficado “amuado” quando lhe viu ser tirada a chupeta e o outro todo feliz quando viu que poderia ter o brinquedo só para si sem ter que o dividir ou repartir com alguém.

Logo nessa altura fiquei confuso. Então aquilo não é uma instituição de caridade para onde as pessoas devem ir por vocação e devoção de ajudar o próximo? Acho eu que sim! Mas fiquei com a nítida sensação que aquelas eleições serviam mais para as pessoas satisfazerem o seu ego e dar pulos de alegria por poderem dizer:”sou provedor da Santa Casa”. Serei eu que não sei o significado da palavra solidariedade.

Entretanto á cerca de 2 meses recebi uma carta da Santa Casa da Misericórdia de Castro Daire, onde era convocado para estar presente naquela instituição num determinado  dia e hora .

No dia e hora que me marcaram, compareci eu nos serviços administrativos da Santa Casa e dirigindo-me a um dos funcionários, disse-lhe para o que ia. Como resposta foi-me dito que a Senhora Provedora não estava, mas que iriam telefonar-lhe para ver se a mesma vinha á Santa Casa e me poderia receber. Depois de efectuado o respectivo telefonema, por parte de um dos funcionários, fui informado de que a Senhora provedora não atendia o telemóvel. Perguntei entretanto ao funcionário quando é que me poderia deslocar novamente á instituição e fui informado pelo mesmo de que a Senhora provedora por norma está a partir das 11 horas na instituição, portanto poderia passar num dia qualquer da semana pois poderia ser que a mesma me pudesse atender.

Contrariado com tamanha desfeita por parte da provedora, que me fez perder o meu precioso tempo e não teve para comigo qualquer respeito, pois eu compareci no dia e hora que a mesma me marcou, saí dali com a convicção que existia naquela casa qualquer coisa que não funcionava como mandam as regras da boa educação.

Cerca de uma semana depois, por volta das 11 horas, passei novamente pela instituição e mais uma vez a Senhora provedora não estava. Um dos funcionários presente, cumpriu novamente todo o ritual do telefonema e mais uma vez recebi a mesma informação “a Senhora provedora não atende”. Já um pouco, confesso, chateado com toda aquela situação, disse bom dia e saí da instituição, com a certeza absoluta que a mesma funciona apenas e só conforme a disposição e vontade ou não da Senhora provedora.

O que se passou, foi, na minha opinião, uma autêntica falta de respeito por todos aqueles que ajudam a Instituição a viver e contribuem para que a mesma funcione e para que a Senhora provedora possa dizer “eu sou a provedora da Santa Casa da Misericórdia de Castro Daire”

No entanto, eu, e depois daquilo que comigo se passou, também posso e tenho o direito de dizer que a Senhora provedora não tem respeito pelos irmãos daquela instituição e que só está na mesma para se vangloriar do nome de provedora, não o fazendo norteada pelos parâmetros da solidariedade, faternidade e irmandade, pelos quais se deveria reger toda aquela instituição e principalmente o seu máximo representante.

Sei também que o cargo em questão não é remunerado. No entanto digo, também, que nem só de dinheiro vive o ser humano, pois a Senhora provedora ao exercer o cargo, tira daí contrapartidas que não teria se não o ocupasse. Mas isso fica para falar num próximo post, quando eu resolver falar de farmácias e de outros estabelecimentos similares.

Devo também referir que mesmo não sendo um cargo remunerado, quem o aceita, e neste caso, quem tanto lutou, utilizando todas as armas possíveis e imaginárias para o conseguir, tem no mínimo que o respeitar e ter respeito por todos aqueles que fizeram aquela instituição e tanto lutaram para que a mesma fosse um exemplo enquanto instituição de solidariedade social vocacionada para proteger e auxiliar os mais pobres e necessitados.

Pela minha parte, podem ter a certeza de uma coisa, nunca mais, por este motivo, passarei pela secretaria da Santa casa da Misericórdia, até porque, e depois de conversas com irmãos que tiveram a sorte de falar com a provedora, de que a referida conversa não passa de uma autentica campanha com vista a futuras eleições, metendo inclusive ofertas de emprego ou refugio para familiares idosos se necessidade disso houver. E uma coisa eu tenho certa, sou irmão da Santa Casa da Misericórdia de Castro Daire, pois, nunca me foi comunicado que não tinha sido aceite como irmão nem nunca me foram devolvidos os 5€ do pagamento efectuado e do qual possuo recibo comprovativo.

Para terminar dizer, apenas, que aqui na minha esquina continuarei atento a tudo aquilo que se está a passar na Santa Casa da Misericórdia de Castro Daire, assim como em todas as instituições de Solidariedade Social existentes no nosso concelho e com a certeza que irei votar nas próximas eleições para a mesa administrativa da Santa Casa da Misericórdia de Castro Daire escolhendo,na altura própria,um provedor que me respeite enquanto irmão.

 

Zé da Esquina

 

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por Zé da Esquina às 23:19


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