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Terça-feira, 02.03.10

INCENTIVO Á NATALIDADE VS DESORGANIZAÇÃO

Reuniu na passada 6ª feira a Assembleia Municipal do Município de Castro Daire.

Antes da entrada no período da ordem do dia, passou-se o tempo e discutir a falta de informação informática deixada, ou neste caso, não deixada pelo anterior executivo.

Foi, na minha opinião, um “lavar de roupa suja” desnecessário, pois tal situação tem praticamente 4 meses e não haveria necessidade de perder tempo a discutir coisas mesquinhas e irrisórias, nem tão pouco, necessidade de evocar artigos e leis em defesa da honra e do bom nome, quando todos nós sabemos que em política são coisas de menor importância.

Perante isto logo o actual Presidente ameaçou que não mais permitirá, salvo raras excepções previstas na lei, que vereadores sem pelouro se pronunciem na Assembleia Municipal e voltando a ameaçar com uma auditoria às contas da anterior gerência. Esta frase, foi dita pelo Senhor Presidente no dia da sua tomada de posse! Será que volvidos 4 meses ainda não teve tempo para lhe dar seguimento? Se necessário for, sugestiono que nomeie mais um assessor para o G.A.P., com prioridade e exclusividade para tratar de tal assunto.

Tudo isto uma autentica feira de vaidades e birrices, perante um “atarantado” presidente da Assembleia Municipal sem saber muito bem como lidar com a situação, começando por dizer que a ex-presidente não poderia falar mas consentindo de seguida e satisfazendo os seus desejos.

Na sua alusão aos acontecimentos lá tentou a Senhora justificar da melhor maneira que pode e sabe, como se o injustificável tivesse justificação.

Passando-se á ordem de trabalhos assistiu-se a mais um fenómeno político cá do burgo.

O tão anunciado, durante a campanha eleitoral,”enxoval do bebé” que recorde-se o P.S. prometia dar 500 € por cada bebé nascido no Concelho, deu “água pelas barbas” aos deputados.

O diploma havia sido aprovado por unanimidade em reunião de Câmara. Todo o seu teor esteve em consulta durante 30 dias. No entanto, foi apresentado em Assembleia Municipal e chumbado por maioria. Admire-se, quando alguns membros da Assembleia diziam desconhecer o teor do referido diploma.

Depois de muita discussão, avanços e recuos e acima de tudo muitos amuos, o diploma foi alterado e posteriormente aprovado por maioria. Pelo meio, estrategicamente, ou não, alguns deputados da bancada P.S. e P.S.D., abandonaram a Assembleia e não estiveram presentes na hora da votação.

Por aquilo que tenho escutado aqui, junto á minha esquina, leva-me a questionar o seguinte:

·         Não esteve o diploma 30 dias em consulta?

·         Qual a razão pela qual o referido diploma não foi durante esse tempo consultados pelos deputados?

·         Haverá falta de respeito, por parte dos deputados, por quem neles votou, sabendo-se, perante este facto, que os mesmos não fazem trabalho de casa?

Estas questões poderão ser pertinentes e susceptíveis de discussão.

No entanto duas situações são reais e não admitem discussão:

1.    Os deputados afectos ao P.S.D., reuniram para escolher e decidir a orientação do seu voto, não interessando, para o caso, se foi numa cave, numa garagem ou mesmo numa adega. Reuniram e isso é que conta!

2.    Os deputados P.S. não seguiram a ideia do “chefe”, ou porque não foram por ele consultados, ou porque alguns já estão a ficar fartos de terem servido apenas para fins eleitorais, vendo que agora as “benesses” estão a fugir para os opositores laranja.

Eu bem me queria parecer que com a mistura de cheiros e sabores de rosas, laranjas e afins, que compõem o executivo camarário, mais cedo ou mais tarde o odor iria ser desagradável.

Daqui da minha esquina, qual posto de vigia, continuo de nariz em riste esperando que o cheiro passe e o Concelho avance!

Zé da Esquina

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por Zé da Esquina às 22:34


22 comentários

De JEB a 03.03.2010 às 20:07

Está completamente errado meu senhor. O que se quer é que o incentivo seja para todos independentemente dos seus rendimentos...

De Anónimo a 04.03.2010 às 22:59

Mesmo para aqueles que têm rendimentos acima da média? É para esses que devem ir os dinheiros públicos? Será que é por esse incentivo que médicos, engenheiros e outros tais passam a residir em Castro Daire? Vê-se logo que é socialista, distribuir por quem não precisa e deixar na mesma miséria quem precisa.

De Anónimo a 04.03.2010 às 23:31

É fácil falar por falar.
Ficava bonito no papel ser por escalões, mas depois na realidade seriam esses que ganham mais os mais beneficiados.
Não se esqueçam que estamos a falar do povo português. Aquele que só não rouba mais ao estado se não puder.
Tal como se vê nos escalões escolares, em que os filhos dos empresários por conta própria ( e descontam o que lhes interessa) têm o escalão máximo, enquanto que os outros desgraçados que ganham muito menos mas têm que declarar tudo o que ganham têm os escalões inferiores.
Eu acho que assim é mais justo. É igual para todos.

De Anónimo a 05.03.2010 às 01:37

Os incentivos à Natalidade, bem como outros incentivos ao aumento e fixação de população numa determinada região/vila não escolhe classe social nem rendimentos da família.
O objectivo passa pela não desertificação e, se possível, o aumento da economia. E como se sabe a riqueza gera melhor e maior economia, logo se se conseguir fixar em Castro Daire pessoas com dinheiro para investir tanto melhor. E gerando uma boa economia surgem mais e melhores empregos.
Assim, mais que uma questão social, ou socialista, é uma questão de inteligência.
À que ser humilde e quando as ideias são boas temos que as saber apoiar.
A critica deve ser construtiva, mas essencialmente inteligente e reflectida.

De Anónimo a 05.03.2010 às 16:19

E será que 500€ fazem mudar de opinião alguém que queira vivier em Viseu ou Lamego a ponto de decidir passar a viver em Castro Daire para o resto da vida? Ou dá-se-lhe esse dinheiro se o requerente adquirir um apartado postal para receber o vale?
E mesmo que alugue um apartamento por 2 ou 3 meses e nem as rendas pagar?
Reflectindo bem no assunto, essa ideia será boa para quem cá está receber uma prenda, mas não serve para mais nada. É mais uma medida típica daquelas que se dão em troca de nada. Seria mais legitimo dizer que queriam fazer essa oferta aos residentes, mas retirando-lhe qualquer objectivo de fixação. A esse respeito, além de desertificado o território, apenas judará a desertificar o cofre do municipio.

De Anónimo a 08.03.2010 às 00:24

Repito...
A critica deve ser construtiva, mas essencialmente inteligente e reflectida.

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