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4 ESQUINAS

BLOG ONDE SE PODE E DEVE FALAR DE TUDO (SOBRETUDO O INTERESSANTE)


Quinta-feira, 04.10.18

DIVÓRCIO? OU ARRUFO DE NAMORADOS? (Actualizado)

Num post datado de 27.06.2018, com o título "POLITICOS DE PACOTILHA", deixei a seguinte pergunta:

Perante tudo isto não posso deixar de perguntar: O CDS, parceiro de coligação, mesmo não tendo qualquer representante no executivo, concorda com tudo isto?

Finalmente, passados 3 meses, surgiu a resposta.

 

Comunicado da CP do CDS/PP de Castro Daire

Fim de Coligação

Caras Amigas e Caros Amigos, Castrenses

Nas últimas eleições autárquicas, o CDS-PP integrou a coligação “Pela Nossa Terra”, porque o Concelho precisava de uma mudança política. Precisava de um Executivo capaz de identificar as prioridades e resolver os problemas dos Castrenses. Precisava de reduzir as despesas do Município e, simultaneamente, de construir uma estratégia de captação de investimento e de criação de postos de trabalho. Precisava de ser capaz de se projectar e potenciar as suas riquezas – o nosso Paiva, o nosso Montemuro, as nossas Aldeias e as nossas Termas.

Crendo que, num espírito de diálogo e cooperação, como qualquer coligação o impõe, o CDS-PP seria ouvido, sobre as opções políticas, para o Concelho, acreditávamos que a equipa apresentada, para a Câmara Municipal, seria a resposta para as necessidades dos Castrenses.

Volvido um ano, sobre a tomada de posse do novo Executivo, fomos, todos, percebendo, pelas opções tomadas, que, afinal, algo se alterou, para nada mudar.

Podendo dar o exemplo de contenção de despesas, quer na formação do Executivo (reduzindo o número de vereadores, em regime de exclusividade), quer na formação do gabinete de apoio à vereação (diminuindo o número de pessoas que o integram e escolhendo-as, de entre os funcionários do Município), as opções tomadas foram outras. Sendo que, no caso da formação do referido gabinete, esta mostra uma clara desconfiança, para com funcionários do Município, se outra ilação não quisermos tirar.

Em campanha eleitoral, com o contributo do CDS-PP, a coligação identificou as prioridades do Concelho – entre as quais a conduta de abastecimento de água a Castro Daire, a requalificação das estradas e o estado das Termas do Carvalhal. As opções tomadas, entretanto, parecem ignorá-las. A conduta de água, um ano depois, continua por fazer, apesar de ter financiamento assegurado, enredada em discussões não sustentadas sobre o modo de executar a obra. As estradas do concelho pioraram, a ponto de ser, em alguns casos, um buraco continuo. As Termas do Carvalhal, inexplicadamente, deixaram de fazer tratamentos com água.

Quanto a visão estratégica para o Concelho, o Executivo tem apenas uma – a de navegação à vista. Altera-se o loteamento da zona industrial, sem que, depois, se façam quaisquer iniciativas de captação de investimento. Tanto se criticou (e bem) as opções do passado, relativamente a gastos supérfluos, para depois se gastar, ainda mais nas mesmas opções.

Nas opções, efectuadas, até hoje, o CDS-PP foi, pura e simplesmente, ignorado. Após as eleições, só a muito custo, o nosso parceiro de coligação aceitou, reunir, pela primeira vez, em Maio de 2018, com o CDS-PP, para discutir políticas e opções estratégicas, para o Concelho. Nessa ocasião, acordou-se que, de futuro, se realizariam reuniões periódicas a partir do início do mês de Junho de 2018. E que a primeira reunião seria marcada, até 15 de Julho de 2018, mediante a agenda do Sr. Presidente de Câmara. Até hoje, nada mais foi dito ou marcado.

Face ao exposto, o CDS-PP entende que não pode apoiar, quem, numa clara falta de respeito, para com o parceiro de coligação, não pretende dialogar, a bem do Concelho e dos Castrenses e decidiu:

  1. Retirar o seu apoio político ao Executivo Municipal;
  2. Reafirmar o nosso compromisso, de sempre, para com Castro Daire e os Castrenses, em ser a sua voz, na defesa dos seus interesses.

Citando Alexandre Herculano “não nos envergonhamos de corrigir os nossos erros e mudar de opinião, porque não nos envergonhamos de raciocinar e aprender”.

A Comissão Politica do CDS/PP de Castro Daire

 

Comunicado da CP do PSD de Castro Daire

"A Comissão Política do PSD da Secção de Castro Daire deparou-se com a tomada de posição da Comissão Política do CDS-PP de Castro Daire na qual informavam o fim da coligação “Pela Nossa Terra” e a retirada do apoio político ao executivo municipal.
No respeito democrático e na salvaguarda da liberdade de opinião, respeitamos as opções políticas ou estratégicas que cada partido, na sua autonomia, decide tomar. Contudo, não podemos deixar de expressar alguma surpresa por esta posição da Comissão Política do CDS-PP de Castro Daire, pelas razões que passamos a enumerar:
- A Coligação PSD/CDS-PP “Pela Nossa Terra” foi constituída com o propósito, de servir todos os castrenses, apresentando uma alternativa política ao executivo municipal então em funções, com um projeto de desenvolvimento do Concelho assente numa série de prioridades estabelecidas por ambos os partidos.
- Esta Coligação foi negociada de forma aberta e transparente, tendo sido estabelecidos quais os termos da referida coligação, no período anterior às eleições Autárquicas.
- Depois de uma grande vitória da Coligação em Castro Daire, o acordo pré eleitoral foi respeitado e cumprido, nos termos definidos, tendo, inclusivamente, o elemento do CDS eleito para a Assembleia Municipal sido convidado a integrar a lista da Mesa da Assembleia Municipal, como 1º Secretário, sem que este voto de confiança e valorização tivesse integrado o acordo entre os partidos.
- No decorrer do mandato, em todas as reuniões de preparação da Assembleia Municipal foram convocados todos os membros e, naturalmente, também o elemento eleito pelo CDS, nas quais participou como parte integrante de uma equipa.
- Depois da tomada de posse da nova Comissão Política do CDS-PP de Castro Daire fomos confrontados com o desagrado da mesma em relação aos termos do acordo estabelecido para a coligação, tendo, inclusivamente, pressionado a Comissão Política do PSD para a introdução de alterações. A título de exemplo, numa reunião realizada em Maio, entre as Comissões Políticas e o Exmo. Sr. Presidente da Câmara, foi sugerido, pela Comissão Política do CDS-PP, que fosse nomeado um membro do CDS para o Gabinete de Apoio, pelo que, também por aí, vemos com surpresa a alusão aos gastos com a composição do Gabinete de Apoio, que consta da comunicação divulgada pelo CDS-PP, denotando, no mínimo, alguma incoerência entre o que se apregoa e os atos que se praticam.
- Estranhamos, ainda, o facto da Comissão Política do CDS-PP de Castro Daire, não obstante fazer parte de uma coligação que suporta politicamente o Executivo Municipal, preferir fazer comunicados à imprensa e sugerir algumas propostas e críticas em vez de as apresentar diretamente ao Executivo Municipal ou discuti-las com o parceiro de coligação.
- Surpreende-nos, também, a contestação ao Executivo Municipal que está em funções há menos de um ano, com um trabalho visível em áreas apontadas no comunicado da Comissão Política do CDS-PP de Castro Daire, nomeadamente na captação de investimento ou ainda nas obras da Conduta Abastecedora à Vila de Castro Daire, que decorrem a bom ritmo.

Face ao exposto, a Comissão Política Da Secção do PSD de Castro Daire considera que quem quer ter uma posição séria e de defesa intransigente dos interesses dos Castrenses deve ter gravada no seu código de conduta a preocupação em honrar os seus compromissos.
Seguiremos o nosso caminho “coligados” com os castrenses que, individual ou coletivamente, se fazem notar pela crítica construtiva e de apresentação de propostas e soluções que contribuam para o desenvolvimento do Concelho e da melhoria das condições de vida de todos e de cada um, arredadas de táticas partidárias ou de condicionamentos de interesse pessoal ou corporativo.
Respeitando a posição da Comissão Política do CDS-PP de Castro Daire, esta em nada muda o rumo da Comissão Politica do PSD, cuja maior preocupação é colocar os Castrenses em primeiro lugar e trabalhar para contribuir para o desenvolvimento sustentado no nosso território, com a apresentação de proposta efetivas a quem tem a responsabilidade de dirigir os destinos do nosso Município.
A Comissão Política do PSD de Castro Daire, ainda que não seja necessário, não deixa de afirmar, publicamente, o merecido apoio ao executivo municipal na pessoa do seu Presidente – Dr. Paulo Almeida bem como à sua equipa, na certeza de que o desenvolvimento do Concelho e a melhoria das condições de vida dos Castrenses é a sua Missão."

A Comissão Política de Secção do PSD de Castro Daire

Eu cá continuo, na minha predileta esquina, aguardando serenamente o epilogo deste acontecimento.

Zé da Esquina

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por Zé da Esquina às 00:00

Segunda-feira, 27.08.18

COMO O DA FÁBULA, HORÁCIOS HÁ MUITOS.

Numa terra distante, nasceu um rapazinho que tinha um grande sonho: ser presidente de câmara. Ou seja: desde cedo começou por demonstrar, quer a brincar com os companheiros da escola, quer em outras tarefas, a grande paixão de liderar.

Em qualquer brincadeira que fizesse ou em qualquer evento que participasse, ele queria sempre ser o chefe.

Manuel, assim se chamava o rapazinho, fez, no seu Concelho, a instrução primária. Teve como mestre uma boa professora, que lhe tentou transmitir os melhores mandamentos da vida: Honestidade, rigor, trabalho e sinceridade.

Manuel era bom aluno, limpo, penteado e asseado. Parecia bastante metódico, em todas as tarefas a que se propunha realizar.

Foi fazer o liceu acabando-o com distinção.

Entretanto, entrou na universidade, onde continuou a ser um bom aluno, mas já com instinto de se aproximar das pessoas e professores com competências elevadas para ouvir e aprender assuntos que já lhe aguçavam o interesse: onde ele pudesse beber conhecimentos e conhecer pessoas que lhe dessem a possibilidade de subir na vida ele marcava presença.

Com o passar dos tempos ele já liderava no grupo dos mais jovens da sua terra, ou seja, conseguia agregar à sua volta a juventude, mesmo que em algumas ocasiões o fizesse apenas porque pagava umas cervejolas.

Os anos foram passando até que algumas pessoas, lá da terra, entenderam haver necessidade de alguém, com perfil, para estar à frente dos destinos do Concelho que ficava paredes meias com o da sua residência.

Depois de diversas reuniões o escolhido foi o Manuel.

Claro que ficou muito satisfeito, rodeou-se de meia dúzia de pessoas ávidas pelo poder, criou uma coligação de forma a angariar o maior número de apoios possíveis e lá andou pelas aldeias “cantando e rindo”. A coligação saiu vencedora e agora o Manuel podia dizer orgulhosamente – eu sou o presidente.

As pessoas que o escolheram e confiaram nele não se arrependeriam, dizia ele.

As primeiras infraestruturas foram feitas e tudo correu bem. O relvado foi plantado, regado e lá continua a crescer saudável e rápido, ainda que não tenha utilidade.

Era um chefe exemplar no que dizia respeito a organização e trabalho, diziam aqueles que ele escolheu e que graças a ele enchiam chorudamente o bolso com o ordenado no final do mês, principalmente um que conseguiu chegar pela nomeação onde não o tinha conseguido pelos votos.

Claro que os cidadãos andavam felizes, porque tinha chegado um bom momento para a terra. Ia haver, pelas promessas feitas, desenvolvimento, criação de postos de trabalho, obras, teleférico, pista de ski, etc. Enfim começava a aparecer uma lufada de ar fresco.

Com o passar do tempo, 5 ou 6 meses, o Manuel começou a mostrar-se um pouco mais atrevido e não é que apanhou um grande defeito. Tornou-se um mentiroso compulsivo. Ficou com uma vaidade como nunca se lhe tinha conhecido.

Ia prometendo mais e mais desenvolvimentos, sem que se chegassem a concretizar. Parecia viver no pais do “faz de conta”.

Os cidadãos, principalmente aqueles que o ajudaram e confiaram nele, bem que o chamavam à razão, mas a resposta era sempre a mesma: não se preocupem que as situações não estão esquecidas, só que primeiro temos que resolver situações pendentes que se arrastam de executivos anteriores. Cada coisa a seu tempo.

E assim continuava até que as pessoas começaram a ficar desalentadas e já não acreditavam no que ele prometia. Diziam mesmo: Nunca ninguém perdeu o “estado de graça” em tão pouco tempo.

Ele, ia pedindo confiança e tolerância. As pessoas iam acreditando na esperança das situações se irem resolvendo, até que chegou o fatídico dia, a gota de água.

Quando o presidente precisou mesmo das pessoas, elas estavam cansadas e já não acreditaram mais nele.

Deixaram de lhe prestar solidariedade, de confiar, desprezando-o.

Ele bem que pediu, esforçando-se ao máximo para que o ouvissem, mas sem resultado positivo.

Tinha acabado a verdadeira confiança naquele que lhes tinha prometido desenvolvimento, rigor, honestidade e criação de emprego.

Todo o povo preferiu demonstrar-lhe a sua indignação, repudiando-o, no momento em mais precisava (ato eleitoral), pois ele tinha traído quem nele confiou e o apoiou incondicionalmente.

Talvez se conhecesse a história do Horácio e do lobo, não tivesse cometido os erros que cometeu. Assim à parecença do Horácio, mentiu, mentiu e quando era verdade ninguém acreditou nele, virando-lhe as costas.

Eu cá continuarei, na minha esquina predileta, esperando que resolvam o problema dos balneários termais ou pelo menos que seja dita a verdade sobre a não utilização das suas águas para tratamento. Resolvam lá isso rápido, pois água não falta e eu necessito de ir a banhos. Não sejam horácios.

 

Zé da Esquina

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por Zé da Esquina às 21:13

Quarta-feira, 27.06.18

POLITICOS DE PACOTILHA

Os 4768 eleitores que no passado dia 1 de outubro de 2017 votaram e confiaram na coligação PSD/CDS para que estes governassem os destinos do Concelho de Castro Daire devem, passados 7 meses, fazer a seguinte pergunta: O que nos levou a acreditar que Castro Daire poderia mudar?

É verdade. Todos aqueles que votaram PSD/CDS, fizeram-no convencidos que com os novos governantes Castro Daire sairia do marasmo em que se encontrava e seguiria pelo caminho que nos levaria ao progresso, à modernização e acima de tudo á credibilização da política castrense.

Pura mentira. Continua tudo na mesma ou, em algumas situações, até pior.

Aqueles que acreditaram nos candidatos do PSD/CDS, fizeram-no porque, durante a campanha eleitoral, os referidos candidatos conseguiram identificar de forma clara e inequívoca os erros até aí cometidos pela “politica carneirista” e prometeram mudar através de uma política de proximidade e acima de tudo acabar com o sistema, quero posso e mando, reinante cá no burgo. Puro engano.

Durante a campanha eleitoral, os entretanto eleitos, identificaram, claramente, todos os males dos quais padecia o nosso Concelho. E isso foi uma das grandes causas que levou a acreditarem na mudança, pois quem consegue identificar os erros, também, com o mínimo de inteligência, facilmente os evitaria ou emendaria. Engano nosso. Cometem igualíssimos erros, modificando apenas a forma refinada como os praticam. Senão vejamos:

Insurgiram-se contra os empréstimos obtidos pelo executivo anterior. No entanto, na reunião da assembleia municipal do dia de ontem fizeram aprovar mais um empréstimo de 1,5 milhões de euros.

Criticavam o executivo anterior pelo despesismo na realização de festas. No entanto fazem exatamente igual. Ou aliás pior. Aumentando, ainda, a despesa com a transmissão dos jogos de Portugal no mundial, pagando para isso cerca de 2000 € por cada transmissão ocorrida no jardim municipal. Esta informação será útil para o presidente da Câmara ficar a saber quanto custa cada transmissão, pois na reunião da assembleia municipal, ocorrida no dia de ontem, e após uma pergunta, sobre o caso, feita por um deputado disse desconhecer o valor em causa.

Prometeram acabar com os recibos verdes e programas ocupacionais, mas mandou embora uns para reintegrar outros.

Prometeram transparência, mas o concurso dos precários foi completamente opaco.

Prometeram melhorar a frota automóvel, mas cada vez as viaturas estão mais caóticas, sendo as mesmas várias vezes autuadas pela polícia por fugas de fluidos para a via publica, queda de carga, por má conservação ds carrocerias, e outras coisas do género.

O caso mais bizarro aconteceu com a viagem de alguns funcionários municipais a lisboa para assistirem a um jogo da seleção portuguesa fazendo-se transportar num autocarro do século passado, digno de pertencer ao museu do caramulo. Leia-se museu dos coches.

No estaleiro o caos é total, se no anterior executivo ninguém se entendia, agora é pior, pois além de não se entenderem ainda existe mais um para “mandar” e confundir.

Os funcionários, comentam, ainda que muito em surdina, que andam “cheios daquilo”.

Falta constantemente material para executar ou reparar obras.

As horas extraordinárias, não são pagas atempadamente, tendo alguns o pagamento, das mesmas, em atraso desde setembro do ano transato.

As estradas, que eles prometeram melhorar estão uma vergonha. É verdade que em algumas diminuíram os buracos, pois passou a existir apenas um.

O problema das piscinas exteriores continua por resolver.

As obras prometidas continuam em projeto, preferindo mandar pintar o edifício da secretaria municipal. Talvez para mostrarem um bom cartão de visita, esquecendo-se que a virtude está nas práticas interiores e não naquilo que o exterior mostra.

Os funcionários da secretaria continuam “amontoados”. Alguns dizem não saber qual a sua função ou a quem devem obedecer.

Enfim. Um imenso rol de promessas não cumpridas, defraudando quem neles confiou.

Perante tudo isto não posso deixar de perguntar: O CDS, parceiro de coligação, mesmo não tendo qualquer representante no executivo, concorda com tudo isto?

Se sim, é grave e serão coniventes com a situação. Nesse caso a comissão política ficará, também, incluída no rol da desgovernação do nosso Concelho.

Se não concordam já deveriam ter vindo a terreiro desmarcando-se politicamente da coligação.

Resta, a mim e aos outros 4767 eleitores, esperar mais 3 anos e uns dias, para que de novo possamos ter voz e decidir os destinos da política castrense, tentando que em 2021 não sejamos enganados.

 

Zé da Esquina

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por Zé da Esquina às 00:02

Domingo, 01.04.18

NOTICIAS DE 1 DE ABRIL

Na passada 4ª feira, na reunião do executivo camarário, foram aprovadas, para execução imediata, as seguintes obras:

  • Pavimentação, em toda a extensão, das avenidas Dr. Francisco Sá Carneiro e 25 de Abril e ainda das ruas da cerca e capitão Salgueiro Maia, faltando apenas decidir, o que deverá acontecer durante o dia de hoje, a cor a colocar no pavimento, pois houve quem defendesse colocar as cores do Concelho, enquanto que outros defenderam que o mesmo deveria ter as cores do partido.
  • Requalificação do jardim municipal, ficando decidido que a relva, as árvores e as plantas seriam artificiais e iriam circundar duas estatuas colocadas no centro, no local onde agora se encontra o lago. Foi, também, decidido que as estatuas seriam da autoria de um conhecido escultor cá do burgo e compostas pelas figuras de Fernando Carneiro e Paulo Almeida, abraçados, simbolizando a paz e a boa harmonia familiar, como aliás se pretende em época pascal. Por decidir, ainda, se no fundo do pedestal se iria, ou não, colocar a figura de um Luís a tentar separá-los.
  • Nova conduta de água para abastecimento de Castro Daire, ficando decidido que a mesma seria feita por via aérea e por gravidade desde a zona do poço dos molgos até ao calvário.
  • Contratação de 999 jovens para entrada imediata no Município, ficando ainda para decidir, em próxima reunião, a abertura de mais uma vaga de forma a totalizar os 1000 postos de trabalho prometidos.
  • A estrada 225 será, quanto á sua requalificação, uma realizada, ficando decidido que as obras da mesma teriam inicio a 29 ou 30 de fevereiro de 2019. Alguns vereadores propuseram que até essa data a referida via fosse aproveitada para provas de gincana automóvel, rentabilizando dessa forma os buracos existentes e fomentando o turismo, pois tais provas trariam muita gente, principalmente pilotos experientes, á vila de Castro Daire.

Para o final da reunião ficou guardada a aprovação mais sonante do dia.

  • Adjudicação da pista de ski na serra do Montemuro. Após votação, foi a mesma aprovada por minoria, ficando decidido que a referida obra comportaria pistas duplas, desde o limite do Concelho de Castro Daire, junto ás muralhas da capela, até próximo da mata do Bugalhão. Decidido, também que para baixo não seria necessária qualquer força motriz, pois é a descer e todos os santos ajudam, para cima seria puxada por 4 burros, animais esses que têm nome, mas que por enquanto preferem manter-se no anonimato.
    E pronto, por aqui me fico não esquecendo que amanhã será dia 2 de abril e que, pela lógica, hoje é dia 1 do mesmo mês.

 

Zé da Esquina

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por Zé da Esquina às 15:00

Quarta-feira, 07.03.18

TUDO (N)A MESMA...

135 dias passados sobre a tomada de posse do atual executivo camarário, é chegada a altura de, sobre o mesmo, deixar algumas perguntas e tecer algumas considerações:

  • Aconteceu alguma mudança? Sim, aconteceu, para pior.
  • Dispensaram os trabalhadores dos programas ocupacionais? Sim, mas contrataram-nos outra vez.
  • Afirmaram que o Município não tinha dinheiro para primeiras necessidades? Sim, mas na reunião do executivo datada de 11-01 apresentaram um saldo disponível superior a 4,5 milhões de euros.
  • Cumpriram a promessa de efetuar compras aos comerciantes de Castro Daire? Sim, deixaram de concentrar todas as compras numa firma e passaram a concentrá-las noutra.
  • Passaram a tratar todos os funcionários com amizade e respeito? Sim, tornaram-se tão amigos que até instalaram camaras de vigilância para estarem em contacto permanente com os mesmos. As câmaras substituem a falta de coragem política em chamar os “bois pelos nomes “.
  • Estão, como prometeram, os eleitos, a gerir o Concelho de dentro para fora? Sim, estão, no entanto, trouxeram, de fora, não eleitos para o fazer.
  • Contrataram pessoas, como prometido, pela competência? Sim, sim. Com competência demonstrada e adquirida pela confiança depositada, em 2013, pelos eleitores castrenses.
  • Resumindo: Já cumpriram alguma das promessas efetuadas? Sim, mas não aquelas que foram, em campanha, tornadas publicas.

Termino com algo que nunca pensei, em tempo algum, escrever:

Volta Carneiro e companhia, estais perdoados. Afinal ainda existe quem consiga fazer pior.

Por hoje por aqui me fico, mas sempre de dedo pronto a teclar sobre os “governos e desgovernos” do Concelho que eu adotei como meu.

 

Zé da Esquina

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por Zé da Esquina às 21:39


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