Sábado, 28 de Setembro de 2013

ANÁLISE DA CAMPANHA

 

Terminada que está a campanha eleitoral, é chegada a hora de fazer um balanço sobre a mesma.

A família socialista, ou melhor dizendo a família que tomou de “assalto” o partido Socialista, desdobrou-se em campanha porta a porta, com pai,mãe,filho,nora e outros parentes directos ou por afinidade. Todos eles distribuíram beijinhos, abraços palmadinhas nas costas, sacos, lápis, esferográficas, aventais, segredinhos ao ouvido, hipocrisia e outras inutilidades do género. Resumindo, apenas bens de primeira necessidade.

Como lhes teria ficado bem se a campanha tivesse sido direccionada para a resolução dos graves problemas que afectam o nosso Concelho.

Mas não, preferiram o populismo na sua mais pura essência, tentando enganar os mais distraídos com aumento de reforma, no caso de vitória, ou perda da mesma ou a sua redução, no caso de derrota. Nada de anormal. Aliás o normal de há quatro anos a esta parte.

Felizmente a grande maioria da população, mesmos os mais idosos, têm a noção que a reforma, ou os complementos que auferem lhes são atribuídos pelo Centro Nacional de Pensões, Caixa Geral de Aposentações ou qualquer outro sistema para o qual fizeram os seus descontos enquanto contribuintes, e como tal já não se deixam enganar por falsos profetas da beneficência.

E lastimável, para não dizer vergonhoso o aproveitamento que determinadas pessoas fazem do cargo público que ocupam. Talvez o mais gritante seja o facto de diversas pessoas cujo nome está inserido na base de dados de um organismo público terem recebido na sua caixa de correio uma missiva personalizada enviada pelo candidato deste partido.

Será correcto acreditar em quem prometeu, e teve todas as condições para a sua concretização e não cumpriu?

Este partido, ou o seu mandatário de campanha, cometeu um gravíssimo erro. Fechou durante 12 dias a sua principal sede de campanha e isso poderá no próximo acto eleitoral sair-lhe muito caro. Refiro-me ao encerramento da sede instalada na S.S.

A campanha socialista ficará para sempre conhecida como a campanha da “banha da cobra”, ou seja não serve para nada, mas vai enganando alguns.

Falando da campanha do PSD, também apelidada de “campanha do morcego”, dada as horas tardia em que batiam á porta dos eleitores no sentido de os abordar e pedir o seu voto, fez, na minha opinião a pior campanha que alguma vez terá existido no Concelho de Castro Daire.

Foram demasiados tiros nos pés para quem tem como objectivo ser eleito para gerir os destinos do Concelho.

Podem ser citados, entre outros, a imodéstia do seu candidato nos debates da rádio L, ao auto-intitular-se “sábio” em serviços sociais, matemática, poesia, cultura, etc.

Continuou com a caravana automóvel, em que para parecer imensa colocaram apenas uma ou duas pessoas em cada viatura. Provavelmente se os carros tivessem direito a voto eles ainda seriam alguns, mas como quem vota são as pessoas, esses serão em número reduzido.

Prosseguiu com o despesismo da passagem do avião com uma faixa de pedido de voto no candidato. Foi pior a emenda que o soneto, com o povo eleitor a afirmar que em tempo de “vacas magras” é uma ofensa para quem trabalha gastar inutilmente o dinheiro em tal demonstração de riqueza.

No meio de todas estas ostentações de grandeza esqueceram-se que o povo necessita de alguém que com ele dialogue e lhe apresente ideias para o desenvolvimento do Concelho.

Ao mandatário deste partido deixo um conselho. Segunda-feira não mandem tirar os cartazes de campanha. Substituam apenas as frases nelas inseridas pelo seguinte slogan:

“Luís Alberto Aveleira enquanto candidato á Câmara foi aquele que cometeu mais asneira”.

A coligação do PCP/PEV, conhecida por CDU, fez a campanha possível, e com os meios que teve disponíveis os quais creio não terem sido muitos.

Colocou faixas em pontos estratégicos, alguns cartazes e fez propaganda sonora.

Discreto, como a própria coligação o é no Concelho.

No entanto fizeram-no com elevação, respeito pelos opositores e acima de tudo sem dizer mal ou atropelar alguém.

Louvável, também, a sua participação no debate final da rádio L, demonstrando que apesar de pequenos em número de votantes, são grandes, concretos e atentos na forma de pensar, agir e pensar sobre o Concelho.

Ficará para sempre conhecida como a campanha da multiplicação, ou seja provaram como do pouco se consegue muito.

O CDS, foi talvez o partido da inovação.

Inovou na forma esclarecida e educada como o seu candidato se apresentou nos debates.

Inovou na forma original como, em poucos metros quadrados, transformou um vão de escada em sede de campanha.

Inovou na forma de fazer campanha, ao distribuir ideias em vez de canetas, aventais ou outros adereços propagandistas.

Inovou na forma cordial como abordou as pessoas na ruas, ao aconselhá-las a deslocarem-se às urnas dia 29, tentando desse modo desincentivar a abstenção.

Inovou ao não prometer empregos ou atribuição de subsídios.

Inovou ao preferir andar em campanha com muitas pessoas e não com muitos carros.

Inovou na forma original como encerrou a sua campanha eleitoral, ao faze-lo pelas ruas de Castro Daire na companhia de um grupo de bombos.

Inovou ao provar que mesmo não sendo o seu candidato um perito em cultura, como outros candidatos, conseguiu ter a lucidez necessária para utilizar e reavivar uma tradição de acompanhamento de arruadas.

Agrada-me, sobremaneira, que alguém com a originalidade do CDS possa governar a Câmara de Castro Daire e combater, de uma vez por todas, as ideias retrogradas e sempre iguais dos partidos que nos têm governado.

Inovação e originalidade, será assim que esta campanha ficará para a sempre apelidada.

Muito mais haveria, com certeza, a dizer sobre a campanha eleitoral cá do burgo. Mas á semelhança do bom cozinheiro que nunca fornece, na totalidade, a sua melhor receita, também eu nunca poderei dizer tudo aquilo que sei ou presenciei. Caso estivesse na disposição de o fazer, muita gente iria corar de vergonha com as tristes figurinhas que fizeram e demonstraram em campanha eleitoral.

Eu cá continuarei na minha cada vez mais polida esquina, reflectindo, como o próprio dia impõe, prometendo deslocar-me no próximo domingo á mesa de voto para cumprir o meu dever cívico e apelando a todos os Castrenses que o façam, pois só votando poderemos decidir o destino do nosso Concelho.

Pela minha parte, prometo estar atento, elogiar ou criticar, sempre que os governantes não defendam os interesses dos Castrenses e do Concelho de Castro Daire, independentemente da cor partidária que nos esteja a governar.

Para terminar dizer apenas que caso no domingo á noite se apercebam da passagem de algum avião não julguem ser mais uma acção de campanha eleitoral. Será, certamente, para transportar, de uma assentada só, aqueles que o alugaram e levando á boleia os que durante quatro anos nos desgovernaram.


Zé da Esquina

 

publicado por Zé da Esquina às 13:43
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3 comentários:
De Mafioso a 28 de Setembro de 2013 às 21:49
Esse armandito é assim, um rato!
Andou durante a noite, mas o povo já o conhece! Perdeu para o Jorge e já estava em bicos de pés para ir contra ele, até aparecer o marco.
A catarina tirou-lhe o lugar de representante de Moes e o futuro é negro para ele.
Assim fazer um papel a dizer mal de todos os candidatos é uma no estratégia politica a longo prazo!

Ainda não recuperou por ter perdido com o Jorge!


De Rato sacristia a 28 de Setembro de 2013 às 20:59
Ho Dr.Zé há coisas dio outro mundo! Não é que um ex PSD, mais propriamente um rato da sacristia andou em Moes a deixar uns papeis a dizer mal de todos os candidatos? Dizem que o objetivo é para não ter concorrência para daqui a 4 anos!


De Cidadão a 28 de Setembro de 2013 às 14:24
Muito boa análise, nem os "reis da cultura e saber" fariam tão bem, estou certo.

Falta apenas um pedido. " no domingo quando formos ao liceu, que não se encontrem espantalhos ou sombras de candidatos a importunar o nosso direito de exercer o voto". Por várias vezes eu, a minha esposa e filhos fomos confrontados com os cumprimentos "forçados" de quem não se enxerga.

Não pude estar na terra todos os dias de campanha por motivos de trabalho. Das opiniões que colhí e do que presenciei, estou de acordo: o CDS marcou a diferença. Resta esperar pelo resultado das eleições e que sejam o espelho da vontade e sobretudo da liberdade a que temos direito.


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