Pelos últimos comentários, nota-se existir muita gente interessada em saber os nomes que compõem a recente eleita Comissão política do P.S.D. de Castro Daire.
Para satisfazer a curiosidade de uns e fornecer a informação a outros, aqui deixo os órgãos eleitos no passado dia 14.
Presidente:
Luís Manuel Pereira Oliveira
Vice-presidentes
António Luís Fernandes Ferreira
Márcio Ferreira dos Santos
Tesoureiro:
Luís Alberto Costa Pinto
Vogais:
Luís Carlos Marques Almeida
Paulo Jorge Morais Carneiro
Paulo Jorge Conceição Correia de Castro
Paulo Jorge Figueiredo Gomes
Paulo Jorge da Silva Marques
José Manuel dos Santos Ferreira
Fernando Manuel Macedo Almeida Costa
António Duarte da Silva
Mesa da Assembleia
Presidente:
António Oliveira Giroto
Secretários:
Paulo Manuel Matos Almeida
Américo Pereira da Silva
Zé da Esquina
A partir de hoje e todos os anos nesta data, pelo ocorrido, deverá ser decretado feriado em Castro Daire.
Mas porquê? Perguntarão os leitores. Qual a razão?
O presidente eleito demitiu-se?
O presidente não eleito foi-se embora?
Os vereadores fizeram as pazes?
O presidente eleito começou finalmente a mandar?
Não! Nada disso. O acontecimento é muito mais valioso e de soberba importância.
O famoso tanque, já intitulado de tanque da vergonha, foi finalmente demolido!
Já podemos gritar bem alto que pela primeira vez na história da Câmara socialista de Castro Daire foi executada uma ordem contrária às vontades dos presidentes, o eleito e o não eleito.
Toquem as trombetas, os sinos a rebate e todas as sinfonias de Mozart e Beethoven, grite-se aleluia, aleluia, façam o que entenderem, mas comemorem, pois este facto merece ser celebrado.
Infelizmente foram necessárias sete pessoas para que fosse reparada a asneira cometida por uma.
De manhã, bem cedinho, talvez para tentar passar despercebido e não levantar muita celeuma, em poucos minutos, as máquinas destruíram aquilo que na cabeça de alguns visionários demorou horas, dias ou meses a congeminar.
Entretanto, convém não esquecer, que esta medida apenas é o começo, porque se homens com coragem houver, e eu acredito que sim, embora ainda não a tenham demonstrado, deverá ser ordenado o levantamento de um inquérito ao responsável, ou responsáveis, por tal atrocidade e responsabiliza-los criminal e monetariamente pelo ocorrido, pois a culpa não pode, como de costume morrer solteira, as despesas com a construção, demolição e nova construção, não pode, nem deve, ser custeada pelo bolso dos contribuintes.
Mas como estamos em Castro Daire, duvido que tal coisa vá acontecer.
No Reino de Deus, onde alguns batem constantemente com a mão no peito a tentar nele entrar, só o conseguindo fazer aos olhos dos cegos, não o conseguindo fazer aos olhos de Deus, pois ao contrário do que muitos pensam Ele não dorme e aplica a mesma justiça, sem olhar aos poderosos ou fracos. Ele nunca se esquece, de cumprir a lei, aplicando-a ao mesmo tempo e de igual modo para todos. Se não acontecer de outro modo, nesse Reino as incongruências serão pagas.
Numa das últimas reuniões camarárias, o presidente eleito, na tentativa de sair airosamente do imbróglio causado pelo presidente não eleito e não só, colocou à votação dos seus colegas vereadores a demolição, ou não, do referido tanque, tentando daí, lavar as mãos como Pilatos e entregando a “batata quente” nas mãos dos cinco vereadores eleitos pelos votos do povo Castrense e ainda no vereador não eleito pelo povo mas com assento na vereação, por renuncia da vereadora em quem o povo confiou o voto, mas que por razões que a própria razão desconhece não aceitou o cargo.
Logicamente a votação só poderia ter sido esta: demolição já! Perante este facto, o presidente eleito ficou bem visto ante o proprietário do tanque e saiu imaculada a sua óptima relação com o seu colega presidente não eleito.
Muitos outros assuntos teríamos para falar, mas ficarão para um próximo post, quando resolver e o tempo me permitir, falar de futuros mestres que se deslocam a Viseu em viaturas da Câmara, ou que as mesmas servem para transportar familiares de chefes a consultas ao Centro de Saúde ou para os cafés da redondeza e ainda de outros episódios escutados nas minhas esquinas, onde os trabalhadores camarários se dizem cada vez mais arrependidos por terem confiado o seu voto pensando na mudança, mas acrescentando que a mudança foi para pior. Alguns, mais revoltados chegam ao ponto de dizer: voltai pessoal do PSD ao Concelho de Castro Daire.
Eu cá permaneço, na minha esquina, continuando a acreditar que o fim político de algumas figuras está para breve e os tempos vindouros dar-me-ão, novamente o prazer de poder dizer: Nasci em Castro Daire e tenho imenso orgulho de morar neste Concelho.
Zé da Esquina
Quando ainda falta um ano e alguns meses para as eleições autárquicas, muitas vozes, junto das minhas esquinas já comentam o tema.
Como é um assunto importante e, na minha opinião, irá com toda a certeza ser de relevante interesse para o Concelho, não posso deixar privados os leitores das conversas que tenho escutado.
Dentro de alguns, poucos, meses vão-se realizar eleições para as concelhias do P.S. e do P.S.D., provavelmente nessa altura devem começar as movimentações para se achar os candidatos aos órgãos autárquicos.
Por aquilo que o actual Presidente da Câmara disse ao microfones da Rádio L, ou seja, que seria candidato às próximas eleições autárquicas, e eu digo, partindo do princípio que seja verdade, porque para alguns políticos aquilo que hoje é verdade amanhã é mentira, e infelizmente eles abundam aqui pela zona, vai-se abrir o caminho, estou convicto que será mesmo um “escancarar de portas”, aos candidatos do P.S.D. local.
Sabendo-se que os políticos a contas com a justiça, não serão, por princípio candidatos, resta, um dos actuais Vereadores do P.S.D.
Será o mesmo, a pessoa indicada para defrontar o candidato do P.S? Em eleições tudo é possível! No entanto, depois do dia 11 de Outubro de 2009, ficou demonstrado que em Castro Daire qualquer um pode ganhar as eleições.
No entanto, diz o povo anónimo, junto das minhas esquinas, que sendo o Paulo, o Luís, o Felismino, o Ambrósio ou outro qualquer nome, será sempre bem-vindo, pois, fazer no mínimo igual, ao que se faz actualmente, qualquer pessoa, por muito fraca que seja em termos políticos, o é capaz.
No entanto, existem aqueles mais sensatos e atentos, que dizem ser a mudança urgente e necessária, apontando mesmo alguns possíveis candidatos, mas acima de tudo mencionando aquilo que deve ser feito, e não apenas prometido, como foi o ultimo caso, para se vencer fácil e folgadamente as eleições.
Coisas simples e banais como estas:
Ser eleito e mandar, gerindo os destinos do Município sem arrogância e sem necessidade, própria dos fracos de andar sempre a dizer quem manda sou eu. Até porque isso não se diz. Aplica-se.
Ser eleito e não se deixar governar por um qualquer subalterno. Cada um no seu lugar. Mas o eleito é o único que tem legitimidade, concedida pelo povo, para tomar em último lugar as decisões.
Ser eleito, e confiar nos seus Vereadores, não permitindo guerrilhas internas, tendo sempre em atenção o interesse do Concelho e não interesses pessoais de manter a todo o custo o ordenado no final do mês.
Ser eleito e, tratar todos os Municipes, funcionários autárquicos e demais pessoas com igualdade, educação e respeito.
Ser eleito e capaz de fazer com que todos os habitantes do Concelho sintam orgulho quando ouvem uma entrevista num órgão de comunicação social ou no final de um discurso, proferido em qualquer circunstância.
Ser eleito e capaz de manter a mesma postura após as eleições, não escudando em desculpas sem nexo, ou culpando o próximo, quando não se está isento das mesmas.
Ser eleito e conseguir agregar a família politica a que pertence, e não fazer com que os militantes do seu partido tenham vergonha de dizer a que partido pertencem, para não serem conotados com determinada figura publica.
Ser eleito e capaz de mandar fiscalizar as obras publicas, não deixando que as mesmas ficam incompletas ou inacabadas.
Ser eleito e ser capaz de não desperdiçar milhares de euros em projectos para deitar ao lixo.
Ser eleito e ser capaz de fazer cumprir os projectos das obras para que o Município não seja prejudicado com o corte de verbas a atribuir pelo QREN.
Ser eleito e ser capaz de não aumentar a despesas do Município com contratação de funcionários dispensáveis ou a promoção de outros para lugares desnecessários.
Ser eleito e claro, isso nem é preciso falar, desempenhar o cargo que lhe foi confiado com honestidade, coerência, verticalidade, dinamismo, inteligência e respeito, porque isso não se aprende, por muitos anos que se ande nos bancos da escola primária. Isso “nasce e morre com a gente”.
Como podem constatar, pelo acima descrito, nem é muito difícil a escolha do candidato para Presidente da Câmara. Aliás, acho que qualquer ser humano “normal”, é capaz de desempenhar o cargo cumprindo os requisitos mencionados. E não precisa cantar no coro da igreja, nem saber coordenar e apagar fogo, porque isso não é condição “sine qua non” para ser bom presidente, principalmente quando não se conseguem apagar os “fogos políticos” criados pelo próprio e desnecessariamente.
Eu cá continuarei, na minha esquina, sempre atento e convicto que os eleitores não se deixarão enganar duas vezes pela mesma pessoa, com a certeza que quem muda uma vez poderá mudar duas ou três e alertando para o facto que o renovado C.D.S./P.P. castrense poderá ter uma palavra a dizer, nem que seja coligado com outro partido ou força política.
Boa politica e cuidado com aqueles que querem, a todo o custo, ser bombeiro, ainda que sem agulheta.
Zé da Esquina
Entristeçam-se todos aqueles que pensavam não mais ler posts editados pelo Zé da Esquina.
Estou vivo, de boa saúde e acima de tudo disposto e cheio de vontade para continuar a escrever sobre a terra da qual sou filho e que ultimamente muito mal tratada tem sido por aqueles que apenas são enteados.
Pois é, tenho andado atarefado.
Tem sido uma canseira para me desdobrar entre a manifestação contra o fecho do tribunal judicial, presença nas inaugurações ocorridas no dia do autarca, mas acima de tudo tenho estado ocupado a ouvir aquilo que os transeuntes da minha esquina dizem sobre os governantes políticos cá do burgo.
Tenho passado horas e horas a rir das asneiras cometidas, parando de quando em vez para me beliscar e perguntar se tantas asneiras são mesmo possíveis de acontecer.
Das muitas conversas escutadas no meu posto de observação, leia-se minha esquina predilecta, várias me têm chamado á atenção.
Como não quero ocupar muitas páginas sobre o assunto, vou citar apenas algumas:
Comenta-se que um “nobre" Senhor de Castro Daire encanou uma água para cima de um passeio, ali para os lados da central de camionagem. O que fizeram os responsáveis autárquicos? Autuaram-no? Não! Mandaram lá os trabalhadores e ligaram o referido tubo para uma sarjeta.
Comenta-se que as faixas colocadas pela ordem dos advogados contra o fecho do tribunal de Castro Daire, vão ser pagas pelo Município.
Comenta-se que numa reunião havida entre o Vereador da Cultura e Desporto da autarquia e os representantes das Associações Culturais Desportivas e Recreativas do Concelho, o referido Vereador, quando questionado pelos presentes sobre o ainda não pagamento do subsídio referente ao ano de 2011, o mesmo terá respondido: “pela minha parte foi tudo feito e está apto a ser pago, se ainda não o fizeram não é assunto meu nem sei o porquê? Será que a relação entre o Vereador da Cultura e Desporto e o Vereador das Finanças anda assim tão deteriorada?
Comenta-se que as inaugurações ocorridas nas ruas de Castro Daire, só o foram porque o Secretário de Estado não regressaria a Castro Daire quando as mesmas estivessem concluídas! E então vai daí, aproveitaram a sua presença no dia do autarca. Verdade seja dita: Concluídas não estavam, pois desde a sua inauguração não tem sido feita outra coisa que não seja abrir e tapar buracos, para reparação das mazelas escondidas da obra feita á pressa.
Comenta-se que as obras do futuro Parque Urbano estão paradas por iniciativa do empreiteiro, devido á falta de pagamento por parte do Município.
Comenta-se que uma obra feita junto do Ganha Pouco e ainda não entregue ao Município já andou a ser reparada por trabalhadores camarários.
Comenta-se que as obras nas Termas do Carvalhal estão paradas por falta de pagamento ao empreiteiro.
Comenta-se que ...
Mas a maioria das pessoas que fazem os comentários, e são muitas, têm feito um, que embora enigmático, pode querer dizer muito: “Deixem lá, já faltam menos de 2 anos para estarmos livres destes políticos de trazer por casa, onde aquele que sabe e tem experiencia politica, não o deixam mandar e onde os que mandam não têm o mínimo de concepção do que fazem! Talvez por isso o engenheiro lhes coma o caldo na cabeça”.
Eu cá continuarei, na minha esquina, cada vez mais enferrujado, pela falta de umas futeboladas no polidesportivo do Calvário, pensando para com os meus botões, quando é que o presidente não eleito manda consertar aquilo?
No entanto, quando me recordo que realmente é verdade, já faltam menos de 2 anos. Aleluia, está para breve!
Afinal, como diria o Presidente eleito, só falta carregar no botão para se dar o clic.
E, digo eu, para se poder dizer: Adeus vocês são o elo mais fraco!
Zé da Esquina
Desde a entrevista, concedida pelo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Castro Daire, à Rádio L, que junto das minhas esquinas não se tem falado de outra coisa. A maioria, se não a totalidade, de opiniões não favoráveis ao entrevistado. Não queria falar, por achar que tal entrevista além de desenxabida, inodora e incolor, foi incompleta, não trazendo nada de novo, ou que já não fosse do conhecimento público. No entanto, depois de alguns comentários e e-mails enviados para o blogue 4 esquinas, resolvi sossegar aqueles que comigo desabafam e ainda os outros, felizmente poucos, que me acusam de estar cada vez mais acomodado e ao serviço do poder, como se isso algum dia fosse possível. Estou e continuarei a estar sempre, e até que os dedos me doam de tanto escrever, sempre do lado daqueles que pensam por cabeça própria e acima de tudo, mesmo sabendo não ser o dono da verdade, escrevendo o que me vai na alma, nunca me preocupando em agradar a quem quer que seja e sempre defendendo aquilo que eu julgo serem as condutas do ser Humano. Coerência, frontalidade, lealdade e a mais importante de todas, verdade.
Depois desde intróito falamos então da dita entrevista.
Desenxabida, a começar pela própria entrevistadora, a qual não soube explorar as fraquezas do entrevistado, limitando-se a ler algumas perguntas, que provavelmente alguém lhe ditou, ajudando inclusive o entrevistado nas horas de maior “gaguez” ou quando este não conseguia encontrar atempadamente as cabulas. O entrevistado, o que não admira comparando com prestações anteriores, foi, ao longo da suposta entrevista, debitando frases, algumas sem nexo ou sentido, as quais, a maioria das vezes, eram lidas de forma trapalhona, sem qualquer ênfase em termo de pontuação, o que levou a que algumas pessoas, chegassem ao final a bater palmas por finalmente aquela enfadonha entrevista ter acabado.
Inodora, porque embora tivesse cheiro, cheirou-me a mofo, a discurso ultrapassado e, como de costume, impreparado, mais uma vez com a conivência da entrevistadora, que na maioria das perguntas deixou que as mesmas ficassem sem resposta ou a mesma fosse deturpada ou respondida da maneira que mais jeito deu ao entrevistado. Refiro-me por exemplo à reparação ou rectificação da estrada 225, conhecida por estrada do Vale do Paiva, aliás uma das bandeiras de campanha do actual Presidente e porventura um dos temas que serviu para que o mesmo angariasse elevado número de votos, tendo prometido, mesmo depois das eleições que a mesma iria ser uma realidade, dizendo agora que a mesma não vai ser reparada, porque o governo entende não ser uma prioridade, dado o reduzido número de sinistralidade da mesma. Haverá necessidade de morrer alguém na referida estrada para que a mesma seja reparada? Se sim, a mesma pode e deve ser desde já reparada, pois todos os dias morrem pessoas naquela via, não fisicamente, mas de agonia por nela terem de circular e acima de tudo porque ao fazerem-no ecoam-lhe nos ouvidos as promessas não cumpridas e anunciadas pelo Senhor Presidente da Câmara, todo sorridente perante outros seus colegas de Câmaras do distrito e do Senhor Governador Civil de então. Outras respostas, foram dadas, com o desenrasque politico do costume, como quando falaram das obras já realizadas pelo Município que o entrevistado apresentou um rol das mesmas, a fazer lá para 2013 ou 2014, quando na realidade a pergunta concreta e objectiva era quais as obras realizadas até ao momento pelo executivo camarário. Uma houve que eu gostei em particular, e passo a citar: “Proibiram os autocarros da Câmara de circularem pelo centro da vila”. Quando aconteceu a “bronca” com os Bombeiros Voluntários,o Senhor Presidente foi lesto a afirmar que a autoridade máxima do Concelho era ele. Então, quem lhe retirou o poder? Algum Ministro, Secretário de Estado ou apenas conveniência na resposta?
Engraçada, ou mesmo cómica, foi quando o Senhor Presidente da Câmara disse saber, que no dia da manifestação dos pais e encarregados de educação dos alunos da Escola de Mamouros, contra o fecho da mesma, que a referida escola não iria fechar. Se isso corresponde á verdade, o porquê de tanto espalhafato da sua parte com a comunicação social e outros presentes?
Mas a resposta mais engraçada que eu ouvi foi referente á pergunta do relacionamento entre Vereadores. Diz o Senhor Presidente, que depois de alguns arrufos entre dois Vereadores por causa da nomeação do encarregado geral, tudo está sanado e de regresso á normalidade. Só faltou mesmo dizer que o edifício dos Paços do Concelho é o Vaticano, sendo o Presidente o Papa e os seus Vereadores a Madre Teresa de Calcutá, dada a harmonia, sensatez mas principalmente a amizade existente entre a Irmandade. Também me apraz registar com agrado, que o Senhor engenheiro Ernesto, ou será só Ernesto? É um grande amigo do Senhor Luís. Como importante isso é para o normal desenvolvimento do Concelho.O Ernesto, aliás o Senhor engenheiro Ernesto, tem os dias contados, no que toca a chefe de divisão, porque, diz o Senhor Presidente no final de 2012, irá haver concurso público para provimento do lugar que ele actualmente ocupa. Finalmente uma medida astuta e inteligente do Senhor Presidente. Sabendo, que por influência da troika, o município de Castro Daire, dos actuais 7 chefes de divisão, ficará reduzido a 3,nada melhor que abrir concurso público para resolver a situação dos 4 a sair e deixar a “batata quente” nas mãos do júri, saindo, ou tentando perante a opinião pública sair airosamente de uma situação de toda embaraçosa para o próprio, mas principalmente para quem não tem por hábito tomar decisões, defendendo-se na maioria das vezes no conteúdo da lei, mas dizendo ao mesmo tempo, como referiu na entrevista, que não se achava ou sentia um legalista.
Adorei também a historia da mini rotunda, por causa dos aceleras e as “frestas” por onde entrava o frio e deixou de entrar devido á compra e colocação de aquecedores. Tal como de o ouvir dizer que criou o prolongamento de horário nos jardim-de-infância. Quem o escutou ficou a pensar que o mesmo só existe depois de ele ter tomado posse, como se não acontecesse já com executivos anteriores.
Incolor ou talvez multicolor, porque o futuro é escuro, e com este executivo rumará, cada vez mais, para o negro, principalmente pela falta de diálogo entre os membros do executivo e as constantes picardias entre os mesmos. Ainda, esta semana, o Senhor Presidente da Câmara, acompanhado pelo Senhor Vereador da Industria, Comércio e Serviços visitaram e homenagearam 2 empresas Castrenses premiadas pelo seu sucesso. Talvez, ambos possam aproveitar para se inspirarem nos modelos dessas empresas e ao implementá-los no município lhes possam dar a credibilidade e desenvolvimento necessário definindo o rumo certo para o mesmo.
Incompleta, porque a entrevistadora, por comodismo, obrigação ou combinação, esqueceu-se de fazer a perguntas que todos nós gostávamos de ver respondidas. Depois de fazer um género de auscultação pública, aqui deixo algumas delas:
Por aqui me fico, não porque não tenha nada mais a dizer, mas porque em certas alturas o silêncio é a melhor palavra. É este conceito que o Senhor Presidente da Câmara Municipal de Castro Daire, não interioriza e que na maioria das vezes deveria pôr em prática.
Zé da Esquina
Por aquilo que se tem falado ultimamente junto das minhas esquinas a bomba acabou de explodir.
Vamos aguardar por novos desenvolvimentos para vermos quem vai sair "chamuscado" de toda esta "carneirada".
Para já apenas uma certeza. O presidente não eleito da Câmara Municipal de Castro Daire, conseguiu um dos seus principais objectivos. Não ter ninguém democraticamente eleito que lhe consiga fazer frente.
A ser verdade, é de louvar a dignidade e integridade de quem não pactua com as atrocidades cometidas contra o Concelho de Castro Daire por alguém que governa, a seu belo prazer, o Municipio sem ter legitimidade para tal.
Novos e mais desenvolvimentos, brevemente, em próxima postagem.
Zé da Esquina.
Na reunião de Câmara realizada em 12-05-2011,foi presente o seguinte:
“PONTO 05 – CONTRATAÇÃO DE PESSOAL PARA O ESTABELECIMENTO TERMAL:
Presente á reunião a informação prestada pela técnica superior, Drª Mafalda Pais, do estabelecimento termal, que a seguir se transcreve na integra: As Termas do Carvalhal actualmente encontram-se com 933 Termalistas, um aumento de 509 Termalistas face ao mesmo período de 2010. Tendo em conta o aumento significativo de clientes e a confirmação de novos clientes nos próximos dias/meses (Grupos de Termalismo Sénior – Inatel), solicito a V. Ex.ª a contratação de novos colaboradores para dar resposta ao volume de trabalho programado.
Esta solicitação deve-se ao facto de neste momento já termos esgotados todas as vagas do concurso realizado para esta época termal e o número de funcionários não ser o suficiente.
Analisando o número de funcionários contratados para época termal de 2010,poderá verificar que em 2010 o número de contratos é inferior, deste modo solicito a contratação de mais duas funcionárias na categoria de Hidrobalneoterapia e duas funcionárias na categoria de Fisioterapia e duas funcionárias na categoria de Balneoterapia. Como pode verificar mesmo realizando estes contratos o número de contratos continua a ser inferior ao realizado na época termal de 2010”.
Na reunião da Assembleia Municipal de 21-12-2011, pelo Senhor Presidente da Câmara foi dito o seguinte:
“Este ano o número de clientes termais diminuiu em 368, traduzindo a facturação das Termas do Carvalhal este ano um saldo negativo superior a oitenta e quatro mil euros”.
Desde o principio deste processo que se comentava junto das minhas esquinas que o oficio transcrito no inicio desta postagem tinha sido “imposto” por alguém e que quem o redigiu apenas se limitou a escrever o que lhe mandaram.
No inicio não dei grande crédito a tais dizeres, pensando até tratar-se de alguém com inveja de não ter sido contratado. No entanto, passado cerca de meio ano, eis que o Senhor Presidente da Câmara demonstra com todas as letras a prova cabal de que os dizeres tinham razão de ser.
Ficou, na última reunião da Assembleia, demonstrado o porquê da “necessidade” de mais contratações para o balneário termal.
“Irei, a partir de agora, exigir isenção, rigor, competência na admissão de pessoal para o município ou para a promoção dos seus funcionários”
Estas palavras foram proferidas pelo actual Presidente da Câmara no seu discurso de tomada de posse no dia 3 de Novembro de 2009.
O que se passou na reunião da Assembleia Municipal é apenas uma pequena amostra do “normal” funcionamento do executivo Camarário e demonstra todo o seu rigor e isenção, mas acima de tudo a competência de quem gere, ou deveria gerir, os nossos destinos.
Em cá continuarei na minha esquina, prometendo apenas ausentar-me pelo tempo estritamente necessário com o objectivo de tentar arranjar um dicionário da nova geração, pois quer-me parecer que os que tenho na minha biblioteca não contêm a definição correcta das palavras rigor e isenção.
Zé da Esquina
Terça-feira, 06 de Dezembro de 2011,acordei sobressaltado com o barulho das máquinas na Rua Comendador Oliveira Baptista.
Logo pela manhã, já não se pode dormir sossegado nesta cada vez menos pacata vila, havia gente a correr em direcção do edifício da Câmara Municipal, com o intento de se inteirarem do porquê das obras. Parece-me, que vieram de lá a saber o mesmo, ou seja, nada. Não é de admirar, quem manda ainda aquela hora viajaria possivelmente no sentido descendente da A 24,e sem tal criatura na Câmara as coisas não funcionam. O que acho normal, pois quando não está quem manda, os subalternos, incluindo o Presidente, nada podem decidir, não vá depois o dito cujo fazer birra e zangar-se.
A maioria das pessoas, comerciantes, moradores ou simples passantes habituais daquela artéria manifestavam publicamente a sua revolta e seu descontentamento com tão aberrante situação.
Nesse mesmo dia sofreram as agruras da vida, por culpa de alguém ao estarem toda a tarde e princípio da noite, privados de água nas torneiras de suas casas e estabelecimentos comerciais. Quem terá sido o responsável? Comentava-se que teria sido alguém sem vontade de trabalhar durante as horas de expediente para poder receber as horas extras após o horário laboral. Será? Se o for é grave!
Solidário, como sempre fui, com os prejudicados desta terra, associo-me a eles neste momento de luta.
Realmente, ninguém com o mínimo de inteligência e bom senso, começaria as obras em época natalícia numa das ruas mais movimentares e repleta de comércio em Castro Daire.
Só da birrice e tacanhez de alguém que se julga iluminado poderia ter saída semelhante ideia. Continuando assim, a enterrar dinheiro.
Que ele tenha essas estapafúrdias ideias tudo bem. Mas que as aplique longe daqui! Afirmavam alguns.
Como é que isso é possível, se ele foi corrido da política lá da terra dele! Comentavam outros.
Eu, como mais sensato e sobretudo porque não vou ter prejuízo em termos monetários, direi apenas o seguinte: homem, faça lá os seus riscos e rabiscos nos papéis, mas limite-se a ser apenas aquilo que é e deixe de prejudicar aqueles que lhe dão o ganha-pão no final do mês! Ou seja todos nós Munícipes deste Concelho, cada vez mais desgovernado e tacanho em que mentes como a do senhor o têm colocado.
Peça a demissão, despeça-se e garanto-lhe que no dia em que isso acontecer, apesar da crise profunda, Castro Daire estará em festa, pois o dia será de alegria e todos nós sentiremos um grande alívio por o ver partir. Mesmo já se pagando portagens e com o preço dos combustíveis cada vez mais elevados, garanto-lhe que de bom gosto o acompanharemos em caravana até ao alto da serra.
Mas acima de tudo lembre-se de uma coisa, já que aquilo que atrás escrevo nunca irá acontecer porque poderes destes não se arranjam em mais lado nenhum, os 4.647 eleitores que no dia 11 de Outubro de 2009, votaram no cabeça de lista do Partido Socialista para governar o Concelho de Castro Daire, fizeram-no convencidos que o Presidente da Câmara iria ser outro que não o senhor.
Zé da Esquina
Depois de algum tempo ausente, por motivos profissionais, regresso eu a Castro Daire e fico admirado com aquilo que vejo e me contam á chegada.
Vejamos:
Escuto que a grande maioria dos cidadãos, senão a totalidade, elogiam e admiram os discursos proferidos pelo Senhor Presidente da Câmara, apelidando-os de inteligentes, intelectuais, actuais, sintéticos, objectivos, ajustados às ocasiões e principalmente bem elaborados e pronunciados com o excelente dom oratório que Deus lhe deu.
Ouço dizerem com agrado que o executivo camarário cortou quase em metade as despesas com pessoal, embora as “más-línguas” andem por aí a anunciar que houve um acréscimo de 250.000 euros. Como pode ter aumentado se não foram “arranjados” empregos para ninguém nem existiu nenhuma promoção “esquisita” dentro dos existentes nem se aumentou o número de assessores? Especulação pura!
Contaram-me também que agora é uma maravilha os automobilistas deslocarem-se de Castro Daire a Cabril e vice-versa, pois como prometido e até anunciado com “pompa e circunstancia” a nova estrada está funcional. O que quer dizer que finalmente livram-nos daquelas malditas curvas e do sobe e desce do seu irregular e desnivelado piso.
Vi também, esta ninguém me contou, porque contado ninguém acredita, o autocarro a circular cheio de munícipes a caminho do Centro de Saude, transportando todos aqueles que necessitando de aí se deslocar, não o poderiam fazer nas melhores condições desde a central de camionagem ou de outros pontos da vila. E que bem que eles circulam pelas avenidas e ruas remodeladas e largas, idealizadas por engenheiros inteligentes e com visão futurista. Só é pena os autocarros derraparem um bocadinho naquelas lajes de granito polido. Mas pronto, não se pode ter tudo, principalmente engenheiros inteligentes e obras bem idealizadas e executadas com mestria. Mesmo assim uma promessa eleitoral prometida e cumprida!
Observei, com satisfação, a azáfama de pessoas a caminho da nova e recente inaugurada loja do cidadão, implantada em local estratégico e funcional para todos aqueles que dos serviços lá instalados necessitam.
Tenho também conhecimento que 99% das aldeias do Concelho já possuem saneamento básico e água ao domicílio. Sabendo da preocupação enorme da parte do executivo para atingir 100%,estou em crer que será coisa de dias a cobertura total.
Vi "in loco" a satisfação das crianças ao sairem dos novos Centros Escolares.Como estavam alegres e felizes os petizes com as suas novos casas.
Agora só me falta ir assistir, mas já estou convidado para tal, a um espectáculo artístico ou cultural no novíssimo pavilhão multiusos e quando a artrose mo permitir jogar uma fotebolada no renovado polidesportivo do Calvário.
Como vêm todas as promessas eleitorais feitas pelos Socialistas Castrenses, em plena campanha eleitoral, foram e estão cumpridas. Falta apenas cumprir aquela referente a um tal engenheiro, mas acredito religiosamente que mais tarde ou mais cedo isso será uma realidade. Eu, que no início deste mandato era completamente céptico em relação ao cumprir das promessas feitas, julgando eu, tratar-se apenas de promessas vãs e palavras soltas, daquelas que o vento passa e leva, estou agora a penitenciar-me e a dar a mão á palmatória felicitando todos aqueles que me fizeram de novo acreditar na politica e nos políticos e poder dizer alto e bom som que ainda existem políticos em que podemos acreditar pois aquilo que prometem cumprem. Obrigado e parabéns por existirem políticos dessa estirpe. Só espero daqui por 2 anos poder de novo felicitá-los por fazerem da autarquia Castrense um modelo para o país.
Sim, uma autarquia modelo, onde a “troika” não impôs cortes. Só me resta dizer para continuarem a trilhar o caminho certo em que se deslocam, pois todos sabemos que o mesmo vai “desaguar” no abismo. Mas isso não constitui problema. Quando lá chegarmos é só dar um passo em frente e tudo será resolvido, se não for antes sê-lo-á daqui por 2 anos.
Quanto a mim cá continuarei, nas minhas esquinas, agradecido pelo facto de nestes dias de frio, ter tempo para sonhar e ao mesmo tempo ficar impressionado com a coragem e determinação demonstradas pelos políticos cá da praça por, nestes 2 anos passados, se terem sempre norteado pelo lema “ o que prometemos cumprimos”.
Zé da Esquina
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